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Instituto australiano ensina felicidade e cobra por hora

Arquivo Geral

01/07/2004 0h00

Você não precisa de milhões de dólares para ser feliz. No Instituto Felicidade, na Austrália, pode-se atingir essa meta com algumas centenas de dólares. Desde que o instituto abriu suas portas, este ano, homens e mulheres de todas as idades pagam cerca de 200 dólares australianos (US$ 140 ou R$ 420) por hora para ter lições sobre como se sentir bem.

Empresas estão gastando até 6 mil dólares australianos em workshops que duram parte do dia e que pretendem ensinar aos funcionários como ser felizes. “Podemos, na verdade, aumentar nossos níveis de felicidade. É isso o que ensinamos”, disse Timothy Sharp, fundador do instituto, que também oferece sessões em grupo por 30 dólares australianos por pessoa. “Pegamos as pessoas do zero e tentamos tirar do vermelho sua conta bancária da felicidade. A gente não precisa se satisfazer com o que está ok. Um saldo zero é ok. A gente pode ter muito mais”, afirmou Sharp.

Segundo especialistas, apenas 15% da felicidade advêm da renda, dos bens e de outros fatores financeiros. Cerca de 90% advêm de elementos como a atitude, o controle sobre a vida e as relações pessoais. “Se você não tiver traquejo em nenhuma dessas áreas, podemos ensiná-lo a se sair muito melhor nelas”, afirmou Sharp.

O Instituto Felicidade é parte do que o economista norte-americano Paul Zane Pilzer chamou de a “Revolução do Bem-Estar”. No livro que escreveu, com esse mesmo título, Pilzer diz que a próxima indústria mundial a atingir a casa dos trilhões de dólares (depois da automobilística e da indústria da informação) será a das empresas que ajudam as pessoas a encontrar a paz, a saúde e a felicidade.

Apesar de a maior parte das pessoas melhorar de vida financeiramente quando comparadas com os pais e avós, os níveis de felicidade não mudam. Estudos mostram que, uma vez atendidas as necessidades básicas de moradia e alimentação, os confortos materiais adicionais contribuem pouco para aumentar a felicidade. “Essa não é definitivamente uma garantia. A diferença entre alguém que ganha US$ 30 mil por ano e quem ganha US$ 300 mil por ano é, na verdade, muito pequena. Várias pessoas ficam surpresas ao ouvir isso”, disse Sharp.

Craig Barber, gerente-geral de um hotel de Sydney, participou de cinco sessões individuais no Instituto da Felicidade e organizou uma série de sessões em grupo com Sharp para seus funcionários. “A gente podia ouvir uma agulha caindo no chão. A cada intervalo, eu andava pelas mesas e não havia ninguém se distraindo. Eles prestaram muita atenção em tudo”, afirmou Barber sobre seus funcionários.

Entre os dez principais fatores responsáveis pela felicidade, ao lado do sono e de exercícios físicos, estava o sexo. Uma pesquisa de 2003 com mil mulheres descobriu que o sexo estava entre os principais fatores de felicidade. Usar o transporte público estava entre as atividades menos prazerosas.

Os cientistas dizem também que um dos motivos pelos quais as pessoas tendem a acumular mais dinheiro sem que isso traga felicidade é porque elas se comparam com pessoas mais ricas do que elas. “Dizemos, então: se você quiser ser feliz, faça uma coisa simples – compare-se com as pessoas que ganham menos do que você, as pessoas que são mais pobres, que têm carros menores, casas menores”, afirmou Sharp. “As pessoas costumam fazer o contrário e essa é uma das causas da frustração e da ansiedade”, disse.

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    Empresas estão gastando até 6 mil dólares australianos em workshops que duram parte do dia e que pretendem ensinar aos funcionários como ser felizes. “Podemos, na verdade, aumentar nossos níveis de felicidade. É isso o que ensinamos”, disse Timothy Sharp, fundador do instituto, que também oferece sessões em grupo por 30 dólares australianos por pessoa. “Pegamos as pessoas do zero e tentamos tirar do vermelho sua conta bancária da felicidade. A gente não precisa se satisfazer com o que está ok. Um saldo zero é ok. A gente pode ter muito mais”, afirmou Sharp.

    Segundo especialistas, apenas 15% da felicidade advêm da renda, dos bens e de outros fatores financeiros. Cerca de 90% advêm de elementos como a atitude, o controle sobre a vida e as relações pessoais. “Se você não tiver traquejo em nenhuma dessas áreas, podemos ensiná-lo a se sair muito melhor nelas”, afirmou Sharp.

    O Instituto Felicidade é parte do que o economista norte-americano Paul Zane Pilzer chamou de a “Revolução do Bem-Estar”. No livro que escreveu, com esse mesmo título, Pilzer diz que a próxima indústria mundial a atingir a casa dos trilhões de dólares (depois da automobilística e da indústria da informação) será a das empresas que ajudam as pessoas a encontrar a paz, a saúde e a felicidade.

    Apesar de a maior parte das pessoas melhorar de vida financeiramente quando comparadas com os pais e avós, os níveis de felicidade não mudam. Estudos mostram que, uma vez atendidas as necessidades básicas de moradia e alimentação, os confortos materiais adicionais contribuem pouco para aumentar a felicidade. “Essa não é definitivamente uma garantia. A diferença entre alguém que ganha US$ 30 mil por ano e quem ganha US$ 300 mil por ano é, na verdade, muito pequena. Várias pessoas ficam surpresas ao ouvir isso”, disse Sharp.

    Craig Barber, gerente-geral de um hotel de Sydney, participou de cinco sessões individuais no Instituto da Felicidade e organizou uma série de sessões em grupo com Sharp para seus funcionários. “A gente podia ouvir uma agulha caindo no chão. A cada intervalo, eu andava pelas mesas e não havia ninguém se distraindo. Eles prestaram muita atenção em tudo”, afirmou Barber sobre seus funcionários.

    Entre os dez principais fatores responsáveis pela felicidade, ao lado do sono e de exercícios físicos, estava o sexo. Uma pesquisa de 2003 com mil mulheres descobriu que o sexo estava entre os principais fatores de felicidade. Usar o transporte público estava entre as atividades menos prazerosas.

    Os cientistas dizem também que um dos motivos pelos quais as pessoas tendem a acumular mais dinheiro sem que isso traga felicidade é porque elas se comparam com pessoas mais ricas do que elas. “Dizemos, então: se você quiser ser feliz, faça uma coisa simples – compare-se com as pessoas que ganham menos do que você, as pessoas que são mais pobres, que têm carros menores, casas menores”, afirmou Sharp. “As pessoas costumam fazer o contrário e essa é uma das causas da frustração e da ansiedade”, disse.

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