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Insônia também atinge as crianças

Arquivo Geral

08/05/2004 0h00

Mais comum nos adultos, a insônia anda atingindo também as crianças. A incidência da doenças nos pequenos se dá em razão de maus hábitos. “As crianças que têm televisão no quarto perdem, em média, duas horas de sono por semana”, disse o neurologista Wagner Afonso. A quantidade de horas de sono necessária paras as crianças varia conforme a idade.

No seis primeiros meses de vida, o bebê deve dormir até 18 horas por dia. Depois disso, o ideal é que durmam de 14 a 15 horas diariamente, até um ano de idade, enquanto os de dois a cinco anos precisam dormir entre 11 e 13 horas por dia. Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento são liberados durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de ter problemas no seu desenvolvimento físico.

De acordo com o dr. Wagner Afonso, a adolescência é a fase da vida em que o ser humano goza do melhor descanso na hora do sono. Segundo ele, o adolescente leva, em média, cinco a dez minutos para dormir. A duração do sono é de cerca de nove horas e meia e em 95% do tempo está imerso em um sono profundo e contínuo. Nessa fase, é maior a tendência à sonolência diurna. Dormir mais tarde e, conseqüentemente, atrasar o horário de despertar se deve a modificações dos ritmos biológicos, que recebem uma ajuda das baladas e do turbilhão hormonal típico nesse período da vida.

Na idade adulta, normalmente, as pessoas têm um sono restaurador com sete horas e meia. Alcança-se a maturidade do sono perto dos 19 anos. A necessidade diária da maioria das pessoas passa a ser a de dormir oito horas. No entanto, pesquisas mostram que são poucos os que conseguem dormir todo esse tempo. A média fica pouco acima de sete horas por dia.

O neurologista destaca que os distúrbios de sono mais comuns são o ronco, a apnéia, o bruxismo, a narcolepsia, a síndrome das pernas inquietas e o sonambulismo.

Segundo o médico, uma em cada oito pessoas ronca. Os homens são mais propensos a desenvolver esse distúrbio. Deitado de barriga para cima, a língua cai sobre a garganta, bloqueando o ar. O ronco prolongado e sonoro pode ser perigoso, uma vez que a pessoa pode parar de respirar até por dois minutos (apnéia).

A narcolepsia é a sonolência diurna excessiva em que a pessoa tende a dormir em horas inapropriadas. De origem genética, a doença pode estar associada a outros distúrbios dos sono. O bruxismo é o ranger dos dentes durante o sono. Pode afetar mulheres, homens e crianças. O problema pode ser dentário ou nervoso.

Para todos os distúrbios existe tratamento. Segundo o dr. Wagner, tratar a insônia é fundamental para se ter uma melhor qualidade de vida.

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    08/05/2004 0h00

    Mais comum nos adultos, a insônia anda atingindo também as crianças. A incidência da doenças nos pequenos se dá em razão de maus hábitos. “As crianças que têm televisão no quarto perdem, em média, duas horas de sono por semana”, disse o neurologista Wagner Afonso. A quantidade de horas de sono necessária paras as crianças varia conforme a idade.

    No seis primeiros meses de vida, o bebê deve dormir até 18 horas por dia. Depois disso, o ideal é que durmam de 14 a 15 horas diariamente, até um ano de idade, enquanto os de dois a cinco anos precisam dormir entre 11 e 13 horas por dia. Na infância, cerca de 90% do hormônio do crescimento são liberados durante o sono. Crianças que dormem mal têm mais chances de ter problemas no seu desenvolvimento físico.

    De acordo com o dr. Wagner Afonso, a adolescência é a fase da vida em que o ser humano goza do melhor descanso na hora do sono. Segundo ele, o adolescente leva, em média, cinco a dez minutos para dormir. A duração do sono é de cerca de nove horas e meia e em 95% do tempo está imerso em um sono profundo e contínuo. Nessa fase, é maior a tendência à sonolência diurna. Dormir mais tarde e, conseqüentemente, atrasar o horário de despertar se deve a modificações dos ritmos biológicos, que recebem uma ajuda das baladas e do turbilhão hormonal típico nesse período da vida.

    Na idade adulta, normalmente, as pessoas têm um sono restaurador com sete horas e meia. Alcança-se a maturidade do sono perto dos 19 anos. A necessidade diária da maioria das pessoas passa a ser a de dormir oito horas. No entanto, pesquisas mostram que são poucos os que conseguem dormir todo esse tempo. A média fica pouco acima de sete horas por dia.

    O neurologista destaca que os distúrbios de sono mais comuns são o ronco, a apnéia, o bruxismo, a narcolepsia, a síndrome das pernas inquietas e o sonambulismo.

    Segundo o médico, uma em cada oito pessoas ronca. Os homens são mais propensos a desenvolver esse distúrbio. Deitado de barriga para cima, a língua cai sobre a garganta, bloqueando o ar. O ronco prolongado e sonoro pode ser perigoso, uma vez que a pessoa pode parar de respirar até por dois minutos (apnéia).

    A narcolepsia é a sonolência diurna excessiva em que a pessoa tende a dormir em horas inapropriadas. De origem genética, a doença pode estar associada a outros distúrbios dos sono. O bruxismo é o ranger dos dentes durante o sono. Pode afetar mulheres, homens e crianças. O problema pode ser dentário ou nervoso.

    Para todos os distúrbios existe tratamento. Segundo o dr. Wagner, tratar a insônia é fundamental para se ter uma melhor qualidade de vida.

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