Ser feliz no trabalho passou a ser uma das metas mais perseguidas pelo homem moderno. A insatisfação, somada ao esgotamento emocional e ao desisteresse pelo que se está fazendo e à pressão, pode gerar o que a medicina chama de síndrome de Burnout, um distúrbio que pode tornar a pessoa agressiva e de difícil trato social.
A expressão burnout vem do inglês. Ela agrega duas palavras: burn, que significa queimar e out, que quer dizer, por fora, externo. Traduzindo, esta é uma síndrome que revela uma reação de irritação e estresse bem visível no indívíduo, causada principalmente por uma situação de inconformidade com a profissão.
avaliadosA síndrome de Burnout ataca principalmente aqueles profissionais que costumam se relacionar – de forma atenta e intensa – com o público. É o caso dos médicos, professores, comerciários, psicanalistas e assistentes sociais, bombeiros entre outros. Estas pessoas fazem parte de um esquema de trabalho onde estão sendo contantemente avaliadas. Descobriu-se depois, porém, que o problema pode afetar outros trabalhadores, como donas de casa.
A psiquiatra Maria Cristina De Stefano vivenciou há três anos doença. O excesso de atribuições, a pressão, preocupações e frustrações, aliado a uma nova responsabilidade – o cargo de diretora numa instituição particular de saúde –, levou a profissional a ter uma inflamação na tireóide, entre outros problemas. Foi diagnosticada como depressiva, mas seu problema era a Burnout. Ou seja, ela estava esgotada com o trabalho.
Maria Cristina De Stefano, trabalhava até 14 horas diárias, participava de reuniões intermináveis, além de ter de cuidar de dois filhos adolescentes, que cria sozinha. Para acabar de completar, precisava ainda acompanhar a mãe recém-operada. Resultado: cansaço crônico, insônia, mau humor permanente, crise de herpes e tireoidite, que é a inflamação da tireóide.
A psiquiatra descobriu que estava com síndrome de Burnout quando leu um livro sobre o assunto. Resolveu então manter apenas o consultório. Parou de trabalhar nas tardes de sexta-feira e de atender pacientes conveniados. E partiu ainda para uma vida mais saudável: pratica exercícios ao menos duas vezes por semana, começou a cantar em um coral e faz trabalhos voluntários, tudo em busca de mais qualidade de vida.