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Implante feito em ambulatório

Arquivo Geral

09/12/2004 0h00

O anel de Ferrara surgiu como uma alternativa para a, mais agressiva, cirurgia de transplante de córnea. Um procedimento que pode ser feito ambulatorialmente e que, alertam os especialistas, não significa exatamente a cura do ceratocone, e sim um atenuante dos desconfortos da enfermidade.

O especialista Sérgio Elias Saraiva, pioneiro na realização deste implante em Brasília, explica como ele é feito: “O anel de Ferrara ou intra-estromal (estroma é a parte central da córnea) é implantado no centro da córnea. São dois semi-arcos de 160 graus cada um, por isso eles não se encontram”.

reversívelSegundo ele, a função do anel é mudar a formatação da córnea, diminuindo a sua distorção. O implante é reversível. Ou seja, os anéis podem ser retirados se necessário.

O ceratocone é classificado pela medicina em quatro graus. É importante ressaltar que, por isso, não é sempre que implante do anel de Ferrara é uma alternativa viável. “Se você tem um problema de embaçamento da visão que não consegue resolver com óculos, você pode tentar ainda a lente de contato rígida. E, se mesmo assim, você não conseguir resolver o problema, aí pode pensar no anel de Ferrara. É preciso pensar sempre que o procedimento cirúrgico é a última coisa a ser feita. Só deve ser realizado, quando não existe mais alternativas”, argumenta.

O oftalmologista Eduardo Pena, da UnB, considera o procedimento “meio imprevisível”. “Muitos que o fazem, cerca de 50%, continuam a usar lente de contato depois”, justifica o professor.

O dr. Sérgio Elias coloca, contudo, que o anel de Ferrara não pode ser considerado a cura precisa para o ceratocone: “A distorção da córnea é diminuída, mas não desaparece com o implante. Essa distorção é corrigida, mas a pessoa fica ainda com um certo grau”.

homogeneidadeO especialista em cirurgia refrativa esclarece que o paciente vai ter a visão melhorada ou vai poder enxergar melhor com os óculos ou lentes, o que não acontecia antes. “Podemos comparar o implante com a calota de um fusca amassada para fora. Com o implante, a periferia da córnea passa a ter um formato homogêneo”, conclui.

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    Arquivo Geral

    09/12/2004 0h00

    O anel de Ferrara surgiu como uma alternativa para a, mais agressiva, cirurgia de transplante de córnea. Um procedimento que pode ser feito ambulatorialmente e que, alertam os especialistas, não significa exatamente a cura do ceratocone, e sim um atenuante dos desconfortos da enfermidade.

    O especialista Sérgio Elias Saraiva, pioneiro na realização deste implante em Brasília, explica como ele é feito: “O anel de Ferrara ou intra-estromal (estroma é a parte central da córnea) é implantado no centro da córnea. São dois semi-arcos de 160 graus cada um, por isso eles não se encontram”.

    reversívelSegundo ele, a função do anel é mudar a formatação da córnea, diminuindo a sua distorção. O implante é reversível. Ou seja, os anéis podem ser retirados se necessário.

    O ceratocone é classificado pela medicina em quatro graus. É importante ressaltar que, por isso, não é sempre que implante do anel de Ferrara é uma alternativa viável. “Se você tem um problema de embaçamento da visão que não consegue resolver com óculos, você pode tentar ainda a lente de contato rígida. E, se mesmo assim, você não conseguir resolver o problema, aí pode pensar no anel de Ferrara. É preciso pensar sempre que o procedimento cirúrgico é a última coisa a ser feita. Só deve ser realizado, quando não existe mais alternativas”, argumenta.

    O oftalmologista Eduardo Pena, da UnB, considera o procedimento “meio imprevisível”. “Muitos que o fazem, cerca de 50%, continuam a usar lente de contato depois”, justifica o professor.

    O dr. Sérgio Elias coloca, contudo, que o anel de Ferrara não pode ser considerado a cura precisa para o ceratocone: “A distorção da córnea é diminuída, mas não desaparece com o implante. Essa distorção é corrigida, mas a pessoa fica ainda com um certo grau”.

    homogeneidadeO especialista em cirurgia refrativa esclarece que o paciente vai ter a visão melhorada ou vai poder enxergar melhor com os óculos ou lentes, o que não acontecia antes. “Podemos comparar o implante com a calota de um fusca amassada para fora. Com o implante, a periferia da córnea passa a ter um formato homogêneo”, conclui.

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