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Homenagem a Carlos Poyares

Arquivo Geral

08/05/2004 0h00

Mais uma prova de que a arte é imortal pode ser conferida hoje, a partir de 21h, no Clube do Choro. O flautista Carlos Poyares, falecido na última quarta-feira aos 75 anos, será homenageado pelo grupo Sorrindo à Toa, formado por Henrique Neto (violão 7 cordas), Rafael dos Anjos (violão), Leonardo Benon (cavaquinho), Márcio Frango (cavaquinho) e Augustinho (pandeiro).

Curiosamente, Poyares tinha espetáculo marcado para a noite de hoje, no mesmo local. Sua ausência, evidentemente, será apenas física, já que boa parte de seu talento ganhará vida na sensível homenagem preparada pelos músicos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello.

Poyares nasceu em Colatina, cidade ao norte do Espírito Santo, e aos cinco anos de idade, quando ganhou uma flauta de lata, mostrou à família e aos amigos que tinha talento para a música. Aos oito anos, já se apresentava com a maior desenvoltura para os mais diferentes tipos de platéia. Mais que isso, desde cedo engajou-se na atuação artística, juntando-se a um circo mambembe, onde foi palhaço, trapezista, ator e até motociclista do globo da morte.

O aprendizado da flauta começou no próprio circo, cujo maestro lhe ensinou a teoria das primeiras notas. Mas Poyares fazia parte daquela ala de artistas polivalentes que não se contentam em ser muito bons em uma única modalidade. Aos 19 anos, decidiu seguir carreira teatral e, algum tempo depois, passou ao mundo mágido do cinema. Como ator e como músico, trabalhou na antológica Vera Cruz, em filmes como O Preço de um Desejo, O Rei do Samba e O Vale do Canaã.

Como solista, integrou os regionais de Maurício de Oliveira (no Espírito Santo), Claudionor Cruz, Arlindo Branco, Pernambuco do Pandeiro, Waldir Azevedo e Canhoto. Gravou com praticamente todos os cantores da época como Orlando Silva, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Ciro Monteiro, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Entre compactos simples, LPs e CDs, contabiliza a gravação de mais de 80 títulos.

Seu último CD, Momentos Históricos da Música Instrumental Brasileira, seria lançado hoje no Clube do Choro, dentro do projeto O Brasil Brasileiro de Ary Barroso, evento para o qual já havia sido confirmada a participação do grupo Sorrindo à Toa. Os músicos fizeram questão de dar conta desse recado.

Também a TV Senado fará sua homenagem a Carlos Poyares. O canal exibe hoje, à meia-noite, e amanhã, às 21h30, uma das últimas entrevistas do músico, concedida em 19 de março deste ano.

É mais do que justo. O flautista, que nos anos 50 atuou como substituto de Altamiro Carrilho no Regional do Canhoto, da Rádio Mayrink Veiga, acompanhou figuras do porte de Abel Ferreira e Chiquinha Gonzaga – portanto, é parte da história da música brasileira. Aliás, Carlos Poyares também foi historiador da música popular instrumental brasileira. O Brasil chora sua morte, mas o chorinho lembra que ela é apenas física.

Serviço

Homenagem a Carlos Poyares. Com o grupo Sorrindo à Toa e participações especiais de outros músicos. Às 21h, no Clube do Choro (Eixo Monumental, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Classificação: 14 anos. Reservas e mais informações pelo telefone 327.0494.

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    Homenagem a Carlos Poyares

    Arquivo Geral

    08/05/2004 0h00

    Mais uma prova de que a arte é imortal pode ser conferida hoje, a partir de 21h, no Clube do Choro. O flautista Carlos Poyares, falecido na última quarta-feira aos 75 anos, será homenageado pelo grupo Sorrindo à Toa, formado por Henrique Neto (violão 7 cordas), Rafael dos Anjos (violão), Leonardo Benon (cavaquinho), Márcio Frango (cavaquinho) e Augustinho (pandeiro).

    Curiosamente, Poyares tinha espetáculo marcado para a noite de hoje, no mesmo local. Sua ausência, evidentemente, será apenas física, já que boa parte de seu talento ganhará vida na sensível homenagem preparada pelos músicos da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello.

    Poyares nasceu em Colatina, cidade ao norte do Espírito Santo, e aos cinco anos de idade, quando ganhou uma flauta de lata, mostrou à família e aos amigos que tinha talento para a música. Aos oito anos, já se apresentava com a maior desenvoltura para os mais diferentes tipos de platéia. Mais que isso, desde cedo engajou-se na atuação artística, juntando-se a um circo mambembe, onde foi palhaço, trapezista, ator e até motociclista do globo da morte.

    O aprendizado da flauta começou no próprio circo, cujo maestro lhe ensinou a teoria das primeiras notas. Mas Poyares fazia parte daquela ala de artistas polivalentes que não se contentam em ser muito bons em uma única modalidade. Aos 19 anos, decidiu seguir carreira teatral e, algum tempo depois, passou ao mundo mágido do cinema. Como ator e como músico, trabalhou na antológica Vera Cruz, em filmes como O Preço de um Desejo, O Rei do Samba e O Vale do Canaã.

    Como solista, integrou os regionais de Maurício de Oliveira (no Espírito Santo), Claudionor Cruz, Arlindo Branco, Pernambuco do Pandeiro, Waldir Azevedo e Canhoto. Gravou com praticamente todos os cantores da época como Orlando Silva, Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Ciro Monteiro, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Entre compactos simples, LPs e CDs, contabiliza a gravação de mais de 80 títulos.

    Seu último CD, Momentos Históricos da Música Instrumental Brasileira, seria lançado hoje no Clube do Choro, dentro do projeto O Brasil Brasileiro de Ary Barroso, evento para o qual já havia sido confirmada a participação do grupo Sorrindo à Toa. Os músicos fizeram questão de dar conta desse recado.

    Também a TV Senado fará sua homenagem a Carlos Poyares. O canal exibe hoje, à meia-noite, e amanhã, às 21h30, uma das últimas entrevistas do músico, concedida em 19 de março deste ano.

    É mais do que justo. O flautista, que nos anos 50 atuou como substituto de Altamiro Carrilho no Regional do Canhoto, da Rádio Mayrink Veiga, acompanhou figuras do porte de Abel Ferreira e Chiquinha Gonzaga – portanto, é parte da história da música brasileira. Aliás, Carlos Poyares também foi historiador da música popular instrumental brasileira. O Brasil chora sua morte, mas o chorinho lembra que ela é apenas física.

    Serviço

    Homenagem a Carlos Poyares. Com o grupo Sorrindo à Toa e participações especiais de outros músicos. Às 21h, no Clube do Choro (Eixo Monumental, entre a Torre de TV e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Classificação: 14 anos. Reservas e mais informações pelo telefone 327.0494.

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