O primeiro filme Homem-Aranha foi um sucesso, mas não há dúvidas de que o segundo pode superá-lo. Em tudo. A começar pelos números: a continuação estréia com cerca de 600 cópias, cem a mais que o original. O orçamento também é maior: US$ 200 milhões, contra US$ 139 milhões do anterior.
E a expectativa para a estréia no Brasil, que ocorre hoje, é, também, de grandes números. Isso porque o primeiro, dirigido por Sam Raimi, teve o maior público de uma estréia nos últimos tempos: quase 1,3 milhão de espectadores.
O longa-metragem justifica, sem esforço, os números. Desta vez, mais que seus malignos arquiinimigos, Peter Parker (Tobey Maguire) enfrenta a sua própria consciência. Avalia se valem a pena todos os sacrifícios para ser herói. Já abdicou do relacionamento com a tão desejada Mary Jane (Kirsten Dunst), não consegue se dedicar à faculdade e nem manter um trabalho de entregador de pizza.
Vive se atrasando para tudo e faltando a compromissos para enfrentar os criminosos de Nova York. Sem falar que mora em um apartamento de um cômodo e que não tem dinheiro para nada. Literalmente, nosso herói está estressado. Tanto que seus poderes começam a falhar.
Além de tudo isso, ainda tem de encarar o vilão da vez, Doutor Octopus (Alfred Molina). Mas ele não é tão mal assim. Originalmente, ele é o cientista Otto Octavius, que acredita no uso da inteligência em benefício da humanidade.
Porém, uma de suas experiências não acaba bem e ele é dominado por quatro braços mecânicos gigantes, que ficam ligados ao seu corpo. E, como desgraça pouca é bobagem, continua a saga de Harry Osborn (James Franco), melhor amigo de Peter, para encontrar o Homem-Aranha e conseguir vingar a morte de seu pai.
Claro que, além do tom sentimentalóide, o filme mantém as cenas de ação e de confrontos, cheias de efeitos especiais que foram muito melhorados desde 2002, quando saiu o primeiro filme.
Adaptação fiel dos quadrinhos de Stan Lee e Steve Ditko, Homem-Aranha 2 nada mais é que uma reunião de trechos de várias histórias mostradas nos gibis. Promete satisfazer quem já é fã e conquistar novos admiradores.