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Hollywood luta contra censura do Congresso

Arquivo Geral

26/06/2004 0h00

A onda de moralidade que domina os meios de comunicação nos Estados Unidos pode chegar ao cinema caso triunfe a proposta de vários congressistas que defendem a distribuição de versões censuradas dos filmes sem permissão de seus diretores. Seus planos são legalizar as cópias “saneadas” em DVD dos filmes, sempre que sejam para uso doméstico.

Estas cópias não violariam as leis que protegem os direitos de autoria, já que sua exibição seria apenas nos lares, sem caráter comercial, garantem seus defensores no Congresso. Trata-se de uma batalha nos tribunais entre Hollywood e a empresa ClearPlay, encarregada desta nova tecnologia que permitiria aos pais eliminar a linguagem obscena, cenas de nudez ou de violência mais explícita dos filmes.

“É terrível. Criamos estes filmes e investimos uma enorme experiência nesta forma artística para que alguém queira editar a seu arbítrio”, disse à EFE o produtor de cinema Jerry Bruckheimer. Para a ClearPlay, a edição com filtros instalados nos novos DVDs colocados à venda não é diferente das versões editadas que passam na televisão ou nos aviões.

Para os estúdios de cinema, o Sindicato de Diretores e a Associação Americana do Cinema, a diferença mais óbvia é que, nos outros casos, as versões são aprovadas por seus criadores. “Qualquer mudança sem a participação do diretor ou dos estudios desfigura a visão original de seu criador”, afirmou Jack Valenti, presidente da Associação Americana de Cinema.

O congressista republicano Lamar Smith tem a mesma opinião sobre a proposta, chamada “Ata a favor dos filmes familiares”. Para ele, a modificação dos filmes para uso doméstico não violaria nenhuma lei e, na sua opinião, ajudaria os pais a proteger a educação de seus filhos.

“Não é real nem prático pensar que os pais podem vigiar seus filhos 24 horas por dia com o bombardeio de imagens a que estão expostos”, acrescentou. Sua proposta está ganhando adeptos em meio a um clima moral, em que tanto o Congresso como o Senado se mostram favoráveis ao maior controle sobre os meios de comunicação.

Nos últimos meses, ambas as câmaras apresentaram propostas em favor da “decência” nos meios de comunicação.

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    26/06/2004 0h00

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    Estas cópias não violariam as leis que protegem os direitos de autoria, já que sua exibição seria apenas nos lares, sem caráter comercial, garantem seus defensores no Congresso. Trata-se de uma batalha nos tribunais entre Hollywood e a empresa ClearPlay, encarregada desta nova tecnologia que permitiria aos pais eliminar a linguagem obscena, cenas de nudez ou de violência mais explícita dos filmes.

    “É terrível. Criamos estes filmes e investimos uma enorme experiência nesta forma artística para que alguém queira editar a seu arbítrio”, disse à EFE o produtor de cinema Jerry Bruckheimer. Para a ClearPlay, a edição com filtros instalados nos novos DVDs colocados à venda não é diferente das versões editadas que passam na televisão ou nos aviões.

    Para os estúdios de cinema, o Sindicato de Diretores e a Associação Americana do Cinema, a diferença mais óbvia é que, nos outros casos, as versões são aprovadas por seus criadores. “Qualquer mudança sem a participação do diretor ou dos estudios desfigura a visão original de seu criador”, afirmou Jack Valenti, presidente da Associação Americana de Cinema.

    O congressista republicano Lamar Smith tem a mesma opinião sobre a proposta, chamada “Ata a favor dos filmes familiares”. Para ele, a modificação dos filmes para uso doméstico não violaria nenhuma lei e, na sua opinião, ajudaria os pais a proteger a educação de seus filhos.

    “Não é real nem prático pensar que os pais podem vigiar seus filhos 24 horas por dia com o bombardeio de imagens a que estão expostos”, acrescentou. Sua proposta está ganhando adeptos em meio a um clima moral, em que tanto o Congresso como o Senado se mostram favoráveis ao maior controle sobre os meios de comunicação.

    Nos últimos meses, ambas as câmaras apresentaram propostas em favor da “decência” nos meios de comunicação.

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