A cidade retratada no balé. É o que propõe a Academia Lúcia Toller, com o espetáculo Sapatilhas Urbanas. Com o objetivo de retratar a evolução da dança em Brasília foi criado o espetáculo, que reúne 30 bailarinos, entre professores e alunos graduados. As apresentações serão de hoje a domingo, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. A alvorada repleta de beleza e cores, o corre-corre diário nas ruas cheias de gente e de sons, a solidão. Esses são alguns dos pontos de destaque do espetáculo. “Quisemos mostrar as pessoas que formam a comunidade, o que elas sentem e vivem, o dia-a-dia”, explica a professora Lúcia Toller. Neste ano, a companhia de dança, que leva o nome da bailarina, completa 30 anos de sucesso em Brasília. O espetáculo é dividido em quatro atos e possui diferentes coreografias, que mostram por meio dos corpos o movimento da vida moderna nas grandes cidades. Os 30 bailarinos se revezam em cima do palco. São quase duas horas de duração de Sapatilhas Urbanas. No primeiro ato, a coreografia Sinfonietta, de Juri Kylian, adaptada por Jurema Padrão e Karina Zacharias, mostra a vida de quem acorda cedo. Logo depois, a correria dos trabalhadores e estudantes pela cidade no ato Silêncio da Noite, de Monique Santiago. O terceiro é composto por casais, e “mostra a rapidez que os jovens começam e terminam um relacionamento”, diz Lúcia. O espetáculo termina com Jazz Underground, de Rodrigo Mena Barreto, final que empresta clima dramático à coreografia. O repertório é composto por músicas de Claude Debussy, Leos Janacek e Schoemberg. “É uma dança contemporânea baseada em clássicos”, completa Lúcia. Lutas entre gangues, o caminhar dos pedestres, a pressa de quem trabalha, relacionamento entre casais. Serviço
Sapatilhas Urbanas – Espetáculo da Academia Lúcia Toller. De hoje a quarta, às 21h, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Ingressos a R$ 20 (inteira)