Na virada do século 19 para o 20, o Ocidente experimentou uma espécie de retomada de uma série de ideais e ícones da Idade Média: cruzes, cavaleiros fantasiados, espadas e fidelidade à Igreja, à “tradição” e à “ordem”. Enquanto a maçonaria difundia sua força, nasciam várias sociedades secretas com inclinações bizarras e interesses ocultistas e teosóficos. Muitas delas eram instâncias místico-esotéricas e de reais suspeitas de iniciativas políticas relacionadas com a direita.
Na Europa, o austríaco Karl Kellner criou a Ordem dos Templários Orientais (O.T.O.), interessada em experimentar a potencialidade da “magia sexual”. Ao mesmo tempo, mantinha contatos com a alemã Ordem do Alvorecer Dourado, cuja filosofia aristocrática exaltava a seleção social e a “vontade de potência”, com declarado desprezo pela democracia. Produzido por historiadores italianos, o título esclarece as dúvidas sobre o tema a partir de uma cuidadosa reconstituição cronológica.