Menu
Promoções

Histórias de pai pra filho

Arquivo Geral

09/01/2005 0h00

Histórias populares pintadas na tela da TV e embaladas por cantigas de Heitor Villa-Lobos. O diretor Luiz Fernando Carvalho – conhecido por trabalhos com estética rebuscada e nada populares, como Os Maias, mas que também já passeou pelo regionalismo, como em Renascer – tinha um sonho: emplacar a minissérie Hoje É Dia de Maria, baseada em contos populares, da tradição oral, compilados por Câmara Cascudo, Mário de Andrade e Sílvio Romero. Segundo ele, “a fila na Globo andou” e, finalmente, a série em oito capítulos estréia terça-feira, depois do Big Brother Brasil 5.

“A minissérie traz a história da menina Maria, que atravessa o mundo. As várias Marias dos contos viraram uma só”, conta Luiz Fernando. Projeto acalentado há dez anos, a minissérie tem cenários inspirados em quadros de Portinari. “Não tive dificuldade com a política interna da emissora, mas é uma produtora imensa, com projetos que vão entrando na fila”, resigna-se.

O diretor sabe o que não quer exibir. “Não quero mostrar o clichê do mundo da infância, do qual nunca me aproximei”, sentencia ele. O mundo da infância é o da pequena Maria (a novata Carolina Oliveira), massacrada pela seca do sertão e a morte da mãe. O Pai (Osmar Prado) se casa de novo, mas a Madrasta (Fernanda Montenegro) é tão ruim como as dos contos de fada e inferniza a vida de Maria.

A menina cai no mundo, sempre com a proteção e o amor do Pássaro – o personagem em alguns momentos é uma ave-marionete manipulada pelo grupo Giramundo, em outros vira homem, Amado, vivido por Rodrigo Santoro. O amor entre a menina e seu pássaro protetor é um dos pontos centrais da história. Santoro conta que ficou fascinado com o sistema de manipulação da marionete. “Tenho uma em cena, mas não com a habilidade do pessoal do Giramundo. Nos nossos primeiros encontros, enlouqueci e quis brincar”, empolga-se Santoro.

Em suas andanças, Maria tem a infância roubada pelo demônio Asmodeu (Stênio Garcia), transformando-se na personagem de Letícia Sabatella, que diz não ter dificuldade em encarnar essa menina aprisionada no corpo de mulher. “Todo mundo tem uma criança por dentro. A gente cresce, se coloca como adulto na sociedade, mas não precisa perder essa criança. Fui buscando aquela franqueza, de quem recebe a vida de graça como presente”, conta ela, que vai cantar na minissérie, entre outras, Melodia Sentimental, de Villa-Lobos. “O mais importante não era cantar, mas ter a emoção”, explica Santoro, que também vai soltar o gogó na trama.

    Você também pode gostar

    Histórias de pai pra filho

    Arquivo Geral

    09/01/2005 0h00

    Histórias populares pintadas na tela da TV e embaladas por cantigas de Heitor Villa-Lobos. O diretor Luiz Fernando Carvalho – conhecido por trabalhos com estética rebuscada e nada populares, como Os Maias, mas que também já passeou pelo regionalismo, como em Renascer – tinha um sonho: emplacar a minissérie Hoje É Dia de Maria, baseada em contos populares, da tradição oral, compilados por Câmara Cascudo, Mário de Andrade e Sílvio Romero. Segundo ele, “a fila na Globo andou” e, finalmente, a série em oito capítulos estréia terça-feira, depois do Big Brother Brasil 5.

    “A minissérie traz a história da menina Maria, que atravessa o mundo. As várias Marias dos contos viraram uma só”, conta Luiz Fernando. Projeto acalentado há dez anos, a minissérie tem cenários inspirados em quadros de Portinari. “Não tive dificuldade com a política interna da emissora, mas é uma produtora imensa, com projetos que vão entrando na fila”, resigna-se.

    O diretor sabe o que não quer exibir. “Não quero mostrar o clichê do mundo da infância, do qual nunca me aproximei”, sentencia ele. O mundo da infância é o da pequena Maria (a novata Carolina Oliveira), massacrada pela seca do sertão e a morte da mãe. O Pai (Osmar Prado) se casa de novo, mas a Madrasta (Fernanda Montenegro) é tão ruim como as dos contos de fada e inferniza a vida de Maria.

    A menina cai no mundo, sempre com a proteção e o amor do Pássaro – o personagem em alguns momentos é uma ave-marionete manipulada pelo grupo Giramundo, em outros vira homem, Amado, vivido por Rodrigo Santoro. O amor entre a menina e seu pássaro protetor é um dos pontos centrais da história. Santoro conta que ficou fascinado com o sistema de manipulação da marionete. “Tenho uma em cena, mas não com a habilidade do pessoal do Giramundo. Nos nossos primeiros encontros, enlouqueci e quis brincar”, empolga-se Santoro.

    Em suas andanças, Maria tem a infância roubada pelo demônio Asmodeu (Stênio Garcia), transformando-se na personagem de Letícia Sabatella, que diz não ter dificuldade em encarnar essa menina aprisionada no corpo de mulher. “Todo mundo tem uma criança por dentro. A gente cresce, se coloca como adulto na sociedade, mas não precisa perder essa criança. Fui buscando aquela franqueza, de quem recebe a vida de graça como presente”, conta ela, que vai cantar na minissérie, entre outras, Melodia Sentimental, de Villa-Lobos. “O mais importante não era cantar, mas ter a emoção”, explica Santoro, que também vai soltar o gogó na trama.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado