Traição, amor, solidão e frustrações permeiam dois livros do escritor, diplomata e jornalista Edgard Telles Ribeiro, convidado para conversar com os brasilienses no projeto Sempre um Papo, hoje, no Conjunto Cultural da Caixa, às 19h30.
O novo livro de Edgard, Histórias Mirabolantes de Amores Clandestinos (Editora Record, 143 páginas, R$ 19,90), reúne oito contos: Horário Nobre, The Man I Love, Getúlio, Flor ou Doença, O Mar, Aurora, A Hora e o Tempo, O Presente. Em comum, os desfechos inesperados e loucas histórias de amor costurados pelas palavras mirabolante e clandestinidade. Edgard admite que tem fascínio pela primeira palavra porque ela remete à imagem de circo. A outra ele acredita que é sugestiva, porque passeia entre o nobre e o sórdido. Essa foi a tônica dos contos. “Construí histórias fora do esperado, com desfechos ou personagens diferentes”, revela o escritor.
As 25 pequenas histórias de O Livro das Pequenas Infidelidades (Editora Record, 143 páginas, R$ 19,90) foram publicadas pela primeira vez em 1994. A idéia de reeditá-las partiu da editora, que relacionou as duas obras. “Ambas falam de infidelidade, de frutrações e decepções amorosas ou morais”, compara o autor. Os temas são tratados de forma inusitada e sugestiva, oscilando entre o leve e o patético.
Trair ou não trair nem sempre é a questão. Dentro de um avião cruzando a Cordilheira dos Andes, em pleno deserto africano, num pensionato de freiras em Atenas ou em um subúrbio do Rio de Janeiro, os personagens insatisfeitos de O Livro das Pequenas Infidelidades buscam-se em olhares e encontros carregados de possibilidades.
O romance de estréia de Edgard Telles Ribeiro, O Criado-Mudo, foi lançado nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda e em breve estará nas prateleiras francesas e italianas. Ele conta que não esperava esse sucesso. A história do livro começou como um conto para ser filmado pelo amigo e diretor Eduardo Scorel. Mais tarde, a estrutura da obra foi comparada à do filme Cidadão Kane.
O autor, alias, destaca sua ligação com o cinema. Professor da matéria na UnB e crítico cinematográfico respeitado, Edgard diz que o cinema é sua grande paixão e confessa que sua vontade de fazer um longa-metragem é o combustível na hora de escrever.