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História de amor verídica e eterna

Arquivo Geral

04/06/2004 0h00

Uma história de amor é sempre um bom enredo para uma peça de teatro. Mais ainda quando ela é verídica e envolve uma personalidade curiosa e misteriosa. A atriz Beth Goulart foi fundo no romance de sua avó, Eleonor Bruno, com o escritor Nelson Rodrigues e criou o espetáculo Dorotéia Minha, que estréia hoje na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.

Eleonor, mãe da atriz Nicete Bruno, foi uma mulher muito avançada para sua época. Largou o marido para cursar a faculdade de Medicina, era cantora lírica e sempre acompanhava sua filha Nicete nas apresentações que ela fazia de Anjo Negro, em que vivia uma adolescente cega. Entre as coxias do teatro, conheceu Nelson Rodrigues.

Há 15 anos, com a ajuda da irmã, Beth descobriu um material rico: cartas e bilhetes de Nelson para Eleonor. “Fiquei fascinada com tudo isso e decidi que iria montar um espetáculo”, lembra a atriz.

Depois de duas tentativas em vão, ela estreou o espetáculo dirigido pelo argentino Victor Garcia Peralta. “Escrevi um texto pensando na emoção, em um sentimento que todos nós temos: a esperança de encontrar um grande amor”, afirma Beth.

Ela intrepreta Dorotéia, uma prostituta que, entre os altos e baixos da vida que leva, se mantém viva graças à esperança infinita de viver uma paixão única, marcante, arrebatadora. “Quem é que não quer isso também?”, questiona Beth.

A personagem é a narradora do espetáculo, que foi conduzido por Beth por meio das cartas. “Quando Nelson escrevia, ele simplesmente colocava no papel o que estava sentindo. Não eram cartas de troca, em que ele escrevia e ela respondia. Ele escrevia para si mesmo e só muito tempo depois entregou tudo para ela”, conta Beth. Para a peça, ela transformou os escritos em cartas de ida e volta. “Dorotéia se revela, mostra sua gênese, sua essência. Muitas mulheres se identificam com ela”, analisa Beth.

A trilha sonora do espetáculo é composta por 15 músicas, das quais seis são interpretadas por Beth Goulart, inclusive The Man I Love que abre e finaliza a peça. A direção musical do espetáculo é assinada pelo saxofonista Zé Nogueira, e a direção corporal por Márcia Rubim.

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    Eleonor, mãe da atriz Nicete Bruno, foi uma mulher muito avançada para sua época. Largou o marido para cursar a faculdade de Medicina, era cantora lírica e sempre acompanhava sua filha Nicete nas apresentações que ela fazia de Anjo Negro, em que vivia uma adolescente cega. Entre as coxias do teatro, conheceu Nelson Rodrigues.

    Há 15 anos, com a ajuda da irmã, Beth descobriu um material rico: cartas e bilhetes de Nelson para Eleonor. “Fiquei fascinada com tudo isso e decidi que iria montar um espetáculo”, lembra a atriz.

    Depois de duas tentativas em vão, ela estreou o espetáculo dirigido pelo argentino Victor Garcia Peralta. “Escrevi um texto pensando na emoção, em um sentimento que todos nós temos: a esperança de encontrar um grande amor”, afirma Beth.

    Ela intrepreta Dorotéia, uma prostituta que, entre os altos e baixos da vida que leva, se mantém viva graças à esperança infinita de viver uma paixão única, marcante, arrebatadora. “Quem é que não quer isso também?”, questiona Beth.

    A personagem é a narradora do espetáculo, que foi conduzido por Beth por meio das cartas. “Quando Nelson escrevia, ele simplesmente colocava no papel o que estava sentindo. Não eram cartas de troca, em que ele escrevia e ela respondia. Ele escrevia para si mesmo e só muito tempo depois entregou tudo para ela”, conta Beth. Para a peça, ela transformou os escritos em cartas de ida e volta. “Dorotéia se revela, mostra sua gênese, sua essência. Muitas mulheres se identificam com ela”, analisa Beth.

    A trilha sonora do espetáculo é composta por 15 músicas, das quais seis são interpretadas por Beth Goulart, inclusive The Man I Love que abre e finaliza a peça. A direção musical do espetáculo é assinada pelo saxofonista Zé Nogueira, e a direção corporal por Márcia Rubim.

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