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Hábitos saudáveis previnem câncer

Arquivo Geral

14/07/2004 0h00

No Brasil, os homens são muito mais atingidos por tumores malignos do que as mulheres. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2003, foram 69.350 homens vítimas desse mal e 58.610 mulheres. No entanto, existem alguns tipos de câncer específicos do sexo feminino e outros que atingem as mulheres com maior freqüência. Os mais comuns são o câncer de mama, de colo do útero e de intestino (cólon e reto), nessa ordem. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o fator hereditário é determinante. O envelhecimento, a obesidade e a falta de uma alimentação balanceada são considerados fatores de risco importantes.

“O fator genético aparece de modo geral nesses tipos de câncer, mas não está presente de forma determinante na maioria dos casos”, afirma a chefe da Divisão de Atenção Oncológica da Coordenação de Prevenção do Inca, Roseli Monteiro. A coordenadora diz que o hábito de fumar, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e o comportamento social são fatores que contribuem para o desenvolvimento dos tipos de câncer mais comuns em mulheres.

Roseli explica que o câncer de colo do útero, por exemplo, está diretamente associado ao vírus do papiloma humano (HPV), transmitido durante relação sexual e presente em mais de 90% dos casos. Ou seja, a doença está mais ligada à vida sexual e aos fatores ambientais do que à herança genética. “É importante ressaltar que existe uma alta prevalência desse vírus na população feminina brasileira”, observa Roseli.

MamaEm relação ao câncer de mama não é diferente. Apenas 5% a 10% dos casos diagnosticados possuem um fator genético envolvido. Na maioria das vezes, a doença está associada a fatores de risco como o envelhecimento, a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool. A menopausa tardia (que ocorre após os 50 anos, em média) e a primeira gravidez após os 30 anos de idade também são importantes fatores de risco.

No caso do câncer de intestino (cólon e reto), as causas ainda são desconhecidas. Mas estudos recentes revelam que alguns fatores podem elevar o risco de desenvolvimento da doença. Os principais deles são envelhecimento, algumas doenças do intestino grosso, alimentação pobre em fibras, que leva a uma lentidão da passagem do alimento no intestino, sedentarismo e hábito de consumir bebidas alcoólicas. Acredita-se que a doença também esteja relacionada com histórico de câncer na família (história de câncer de ovário, útero ou mama).

“Entre 1979 e 2000, as taxas de câncer de cólon e reto no País apresentaram um aumento de 69% entre as mulheres”, destaca Roseli. “No Brasil, em relação ao número de casos novos, o câncer de cólon e reto se encontra em quinto lugar entre os homens e em quarto entre as mulheres”, diz.

Outro câncer comum em mulheres é o de ovário, que atinge, na maioria das vezes, quem nunca teve filhos, apresenta história de câncer de mama ou intestino ou tem parentes próximos com esses tipos de tumores. Já a gravidez e a menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco da doença. A amamentação também protege a mulher contra esse câncer. “O câncer de ovário é o mais perigoso. Descoberto tardiamente é letal em 70% dos casos, embora não seja o que mais mata em termos relativos”, destaca a coordenadora.

Roseli contesta a afirmação de que o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa influenciam o aparecimento de câncer em mulheres. “Não foi comprovada ainda nenhuma relação entre o uso de contraceptivos orais e a terapia hormonal com fatores de risco para o câncer”, assinala.

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    14/07/2004 0h00

    No Brasil, os homens são muito mais atingidos por tumores malignos do que as mulheres. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2003, foram 69.350 homens vítimas desse mal e 58.610 mulheres. No entanto, existem alguns tipos de câncer específicos do sexo feminino e outros que atingem as mulheres com maior freqüência. Os mais comuns são o câncer de mama, de colo do útero e de intestino (cólon e reto), nessa ordem. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o fator hereditário é determinante. O envelhecimento, a obesidade e a falta de uma alimentação balanceada são considerados fatores de risco importantes.

    “O fator genético aparece de modo geral nesses tipos de câncer, mas não está presente de forma determinante na maioria dos casos”, afirma a chefe da Divisão de Atenção Oncológica da Coordenação de Prevenção do Inca, Roseli Monteiro. A coordenadora diz que o hábito de fumar, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e o comportamento social são fatores que contribuem para o desenvolvimento dos tipos de câncer mais comuns em mulheres.

    Roseli explica que o câncer de colo do útero, por exemplo, está diretamente associado ao vírus do papiloma humano (HPV), transmitido durante relação sexual e presente em mais de 90% dos casos. Ou seja, a doença está mais ligada à vida sexual e aos fatores ambientais do que à herança genética. “É importante ressaltar que existe uma alta prevalência desse vírus na população feminina brasileira”, observa Roseli.

    MamaEm relação ao câncer de mama não é diferente. Apenas 5% a 10% dos casos diagnosticados possuem um fator genético envolvido. Na maioria das vezes, a doença está associada a fatores de risco como o envelhecimento, a obesidade, o fumo e o consumo exagerado de álcool. A menopausa tardia (que ocorre após os 50 anos, em média) e a primeira gravidez após os 30 anos de idade também são importantes fatores de risco.

    No caso do câncer de intestino (cólon e reto), as causas ainda são desconhecidas. Mas estudos recentes revelam que alguns fatores podem elevar o risco de desenvolvimento da doença. Os principais deles são envelhecimento, algumas doenças do intestino grosso, alimentação pobre em fibras, que leva a uma lentidão da passagem do alimento no intestino, sedentarismo e hábito de consumir bebidas alcoólicas. Acredita-se que a doença também esteja relacionada com histórico de câncer na família (história de câncer de ovário, útero ou mama).

    “Entre 1979 e 2000, as taxas de câncer de cólon e reto no País apresentaram um aumento de 69% entre as mulheres”, destaca Roseli. “No Brasil, em relação ao número de casos novos, o câncer de cólon e reto se encontra em quinto lugar entre os homens e em quarto entre as mulheres”, diz.

    Outro câncer comum em mulheres é o de ovário, que atinge, na maioria das vezes, quem nunca teve filhos, apresenta história de câncer de mama ou intestino ou tem parentes próximos com esses tipos de tumores. Já a gravidez e a menopausa produzem o efeito contrário: reduzem o risco da doença. A amamentação também protege a mulher contra esse câncer. “O câncer de ovário é o mais perigoso. Descoberto tardiamente é letal em 70% dos casos, embora não seja o que mais mata em termos relativos”, destaca a coordenadora.

    Roseli contesta a afirmação de que o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal após a menopausa influenciam o aparecimento de câncer em mulheres. “Não foi comprovada ainda nenhuma relação entre o uso de contraceptivos orais e a terapia hormonal com fatores de risco para o câncer”, assinala.

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