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Guinga traduz obra de Villa-Lobos para o violão

Arquivo Geral

02/11/2005 0h00

A atração desta semana do Clube do Choro é o compositor e violonista carioca Carlos Altier de Souza Lemos Escobar, mais conhecido como Guinga. O músico se apresentará de hoje a sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro, pelo Projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro.

Compositor desde os 11 anos de idade, Guinga revelou, em entrevista ao Jornal de Brasília, que, depois de sua família, a música é sua grande paixão. “Comecei a minha carreira ainda cedo, aos 17 anos. No começo, sobrevivia do meu consultório de dentista e fazia música nas horas vagas. Hoje, aos 55 anos, sobrevivo da música e, nas horas vagas, exerço a minha profissão de dentista”, explicou.

Viajando pelo Brasil e pelo mundo para divulgar o seu trabalho, Guinga disse estar preparando um show com muito choro para os brasilienses. “Como no palco só vamos estar eu e Deus, vou aproveitar a oportunidade para fazer um show com repertório utilizado em festivais de violão dos quais participo. O diferencial é que vou focar nas minhas composições de chorinho”, antecipou.

O músico contou que, no show, em homenagem a Villa-Lobos, irá tocar uma suíte com três choros: Blues, Canção e Réquiem. “E é claro que também vou mesclar canções da minha carreira, tocando o melhor da música brasileira genuína.” Depois de passar por Brasília, Guinga segue para o Nordeste e para um festival no Uruguai. “Estou muito satisfeito com a minha carreira. Tenho trabalhado bastante, divulgando o meu trabalho pelo mundo”, comemorou.

mudançaCom seis CDs no Brasil, fora os trabalhos lançados no exterior, Guinga disse estar deixando sua gravadora, a paulistana Velas, em busca de inovação. “Estou com a minha gravadora há 15 anos. Acho que está na hora de mudar, de buscar algo novo. Apesar de já estar com um álbum todo pronto na cabeça, não devo lançá-lo por agora”, contou.

Segundo Guinga, até março do ano que vêm o seu segundo songbook deverá ser lançado pela Editora Gryphus. “Ele se chamará Noturno Copacabana. Como a primeira edição – que foi lançada em 2003 e está sendo vendida no mundo inteiro – está fazendo muito sucesso, quero fazer o segundo”, contou.

Sobre as diversas canções gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro, Michel Legrand e Clara Nunes, Guinga diz ser uma honra. “Fico muito feliz quando ouço um artista cantando a minha música. Não faço restrição de estilo para que regravem as minhas canções, contanto que elas fiquem bonitas.”

Além das regravações de grandes artistas, Guinga também já realizou parcerias com conceituados nomes da MPB, como Chico Buarque. “Somos grandes amigos. Ele já fez várias participações em meus álbuns. Acho o Chico Buarque o maior compositor do País; ele é muito bom”, afirmou o músico. Segundo ele, a primeira participação de Chico foi na música Lendas Brasileiras. “Nessa época, como eu ainda não o conhecia, fiquei com vergonha de fazer o convite da parceria. Foi um grande amigo, o cantor e compositor Carlinhos Vergueiro, que fez esse contato”, lembrou.

Vencedor de vários prêmios, Guinga já recebeu três indicações ao Grammy Latino. O mais recente, indicado na categoria de melhor disco de MPB, foi Suíte Leopoldina. “Me sinto honrado com essas indicações. Mas eu acho que não muda nada ganhar ou perder. Quer dizer, se eu ganhar algum Grammy pode ser que o meu cachê aumente ou que eu viaje de primeira classe”, brincou.

Serviço

Projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro – Show com o compositor e violonista Guinga. De hoje a sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro (entre a Torre de TV, o Centro de Convenções e o Planetário). Ingressos a R$10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda no SHN Garvey Park Hotel (Sblj.03). Mais informações: 3327-0494.

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    02/11/2005 0h00

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    Compositor desde os 11 anos de idade, Guinga revelou, em entrevista ao Jornal de Brasília, que, depois de sua família, a música é sua grande paixão. “Comecei a minha carreira ainda cedo, aos 17 anos. No começo, sobrevivia do meu consultório de dentista e fazia música nas horas vagas. Hoje, aos 55 anos, sobrevivo da música e, nas horas vagas, exerço a minha profissão de dentista”, explicou.

    Viajando pelo Brasil e pelo mundo para divulgar o seu trabalho, Guinga disse estar preparando um show com muito choro para os brasilienses. “Como no palco só vamos estar eu e Deus, vou aproveitar a oportunidade para fazer um show com repertório utilizado em festivais de violão dos quais participo. O diferencial é que vou focar nas minhas composições de chorinho”, antecipou.

    O músico contou que, no show, em homenagem a Villa-Lobos, irá tocar uma suíte com três choros: Blues, Canção e Réquiem. “E é claro que também vou mesclar canções da minha carreira, tocando o melhor da música brasileira genuína.” Depois de passar por Brasília, Guinga segue para o Nordeste e para um festival no Uruguai. “Estou muito satisfeito com a minha carreira. Tenho trabalhado bastante, divulgando o meu trabalho pelo mundo”, comemorou.

    mudançaCom seis CDs no Brasil, fora os trabalhos lançados no exterior, Guinga disse estar deixando sua gravadora, a paulistana Velas, em busca de inovação. “Estou com a minha gravadora há 15 anos. Acho que está na hora de mudar, de buscar algo novo. Apesar de já estar com um álbum todo pronto na cabeça, não devo lançá-lo por agora”, contou.

    Segundo Guinga, até março do ano que vêm o seu segundo songbook deverá ser lançado pela Editora Gryphus. “Ele se chamará Noturno Copacabana. Como a primeira edição – que foi lançada em 2003 e está sendo vendida no mundo inteiro – está fazendo muito sucesso, quero fazer o segundo”, contou.

    Sobre as diversas canções gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, Sérgio Mendes, Leila Pinheiro, Michel Legrand e Clara Nunes, Guinga diz ser uma honra. “Fico muito feliz quando ouço um artista cantando a minha música. Não faço restrição de estilo para que regravem as minhas canções, contanto que elas fiquem bonitas.”

    Além das regravações de grandes artistas, Guinga também já realizou parcerias com conceituados nomes da MPB, como Chico Buarque. “Somos grandes amigos. Ele já fez várias participações em meus álbuns. Acho o Chico Buarque o maior compositor do País; ele é muito bom”, afirmou o músico. Segundo ele, a primeira participação de Chico foi na música Lendas Brasileiras. “Nessa época, como eu ainda não o conhecia, fiquei com vergonha de fazer o convite da parceria. Foi um grande amigo, o cantor e compositor Carlinhos Vergueiro, que fez esse contato”, lembrou.

    Vencedor de vários prêmios, Guinga já recebeu três indicações ao Grammy Latino. O mais recente, indicado na categoria de melhor disco de MPB, foi Suíte Leopoldina. “Me sinto honrado com essas indicações. Mas eu acho que não muda nada ganhar ou perder. Quer dizer, se eu ganhar algum Grammy pode ser que o meu cachê aumente ou que eu viaje de primeira classe”, brincou.

    Serviço

    Projeto Heitor Villa-Lobos e Seus Amigos do Choro – Show com o compositor e violonista Guinga. De hoje a sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro (entre a Torre de TV, o Centro de Convenções e o Planetário). Ingressos a R$10 (inteira) e R$ 5 (meia), à venda no SHN Garvey Park Hotel (Sblj.03). Mais informações: 3327-0494.

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