Se em 2004 os brasilienses comemoraram a programação cultural do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), podem contar com a mesma variedade em 2005. Teatro, música, cinema e exposições vão levar o público ao local, que continuará cobrando preços simbólicos em alguns eventos e entrada franca na maioria deles.
A temporada 2005 começou com a mostra Antes – A História da Pré-História, que está ocupando três áreas do CCBB. Ainda no campo das artes plásticas, Brasília receberá a exposição Soy Loco por Ti América, com 500 obras das civilizações ameríndias, como maias, astecas e incas. A proposta é trazer ao público informações sobre a formação da América antes da chegada de Cristóvão Colombo e suas caravelas. Outra exposição já confirmada é Humano Pós-Humano, coordenada pela curadora Suzete Venturelli, diretora do Instituto de Artes da Universidade de Brasília. A coletiva de artistas brasilienses mostrará peças sobre a revolução tecnológica e o homem.
A música tem como destaque o projeto Festa de Arromba – 40 Anos de Jovem Guarda, que trará artistas participantes do movimento. O cineasta Vladimir Carvalho, paraibano radicado em Brasília, será homenageado durante a retrospectiva Vladimir 70, sobre os 70 anos dele, comemorados na última segunda-feira. O ator Paulo José também ganhará retrospectiva sobre seus 40 anos de trabalho no cinema.
O campo teatral será riquíssimo. Um dos destaques é o projeto do ator Matheus Nachtergale Aníbal 5 Minutos. “Tive a idéia porque queria questionar o impacto da Aids na vida das pessoas. Pode parecer que passou, mas uma pessoa que aguarda o resultado de HIV vive um momento difícil”, explicou. O espetáculo conta a história de um homem à espera do resultado do exame contada por dez autores diferentes. “Usei textos de poetas, dramaturgos, cientistas e até teólogos”, completa o ator. A montagem Lampião e Maria Bonita, dirigida por Elisa Mendes, é outra atração. A peça foi baseada em trechos de documentos e cria um diálogo fictício dos personagens.
Músicos como Luiz Melodia e Jards Macalé irão homenagear o centenário do sambista carioca Ismael Silva em várias apresentações. O investimento do Banco do Brasil em cultura esse ano será de R$ 46 milhões. Em 2004, foi de R$ 35 milhões.