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GLAUCOMA: mal silencioso

Arquivo Geral

04/05/2004 0h00

A Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma (Abrag) lançará, no dia 26 de maio, uma campanha educativa para conscientizar a população brasileira sobre a importância do diagnóstico precoce da doença. De acordo com a associação, cerca de um milhão de pessoas têm glaucoma no Brasil. Cerca de 2% da população acima dos 40 anos sofre desse mal.

O fator hereditário é o principal risco de desenvolver a doença, que não tem cura e pode levar à cegueira total.

O diretor-científico da Abrag, o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Melo, informa que quanto mais cedo for diagnosticado o glaucoma, mais chances a pessoa terá de levar uma vida normal. “Essa campanha é uma luta pelo diagnóstico precoce. É mais fácil proporcionar qualidade de vida ao paciente que teve a doença diagnosticada logo no início”, afirma o oftalmologista.

HumorO glaucoma é uma doença que afeta as estruturas internas dos olhos, principalmente o nervo óptico, quando existe um descontrole da pressão intra-ocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e a absorção de um líquido chamado humor aquoso.

Quando a capacidade de drenagem desse líquido é menor que a sua produção, a pressão intra-ocular aumenta, difcultando assim a entrada de sangue no olho.

Com o passar dos anos, essas estruturas são afetadas pela falta de sangue no globo ocular. Inicialmente, o glaucomatoso começa a perder a visão periférica e, se o problema não for tratado a tempo, a doença pode evoluir para um quadro de perda total da visão.

Em 80% dos casos, o glaucoma é assintomático no começo, isto é, não apresenta sintomas. “Imagine a dificuldade que é fazer um diagnóstico precoce de uma doença sem sintomas”, revela o médico oftalmologista Paulo Augusto. O especialista destaca que, geralmente, o glaucomatoso só descobre que tem o problema num estágio avançado, o que dificulta o controle da doença.

A tonometria, exame para diagnosticar o glaucoma, é rápido e indolor. O ideal, segundo o especialista, é que toda a pessoa que vá a um oftalmologista tenha a pressão intra-ocular medida.

Dessa forma, e aliado a outros fatores, como por exemplo, a existência de casos de glaucoma na família, fica mais fácil identificar a possibilidade de a pessoa desenvolver a doença e tratá-la.

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    04/05/2004 0h00

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    O fator hereditário é o principal risco de desenvolver a doença, que não tem cura e pode levar à cegueira total.

    O diretor-científico da Abrag, o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Melo, informa que quanto mais cedo for diagnosticado o glaucoma, mais chances a pessoa terá de levar uma vida normal. “Essa campanha é uma luta pelo diagnóstico precoce. É mais fácil proporcionar qualidade de vida ao paciente que teve a doença diagnosticada logo no início”, afirma o oftalmologista.

    HumorO glaucoma é uma doença que afeta as estruturas internas dos olhos, principalmente o nervo óptico, quando existe um descontrole da pressão intra-ocular. Essa pressão é regulada pelo equilíbrio entre a produção e a absorção de um líquido chamado humor aquoso.

    Quando a capacidade de drenagem desse líquido é menor que a sua produção, a pressão intra-ocular aumenta, difcultando assim a entrada de sangue no olho.

    Com o passar dos anos, essas estruturas são afetadas pela falta de sangue no globo ocular. Inicialmente, o glaucomatoso começa a perder a visão periférica e, se o problema não for tratado a tempo, a doença pode evoluir para um quadro de perda total da visão.

    Em 80% dos casos, o glaucoma é assintomático no começo, isto é, não apresenta sintomas. “Imagine a dificuldade que é fazer um diagnóstico precoce de uma doença sem sintomas”, revela o médico oftalmologista Paulo Augusto. O especialista destaca que, geralmente, o glaucomatoso só descobre que tem o problema num estágio avançado, o que dificulta o controle da doença.

    A tonometria, exame para diagnosticar o glaucoma, é rápido e indolor. O ideal, segundo o especialista, é que toda a pessoa que vá a um oftalmologista tenha a pressão intra-ocular medida.

    Dessa forma, e aliado a outros fatores, como por exemplo, a existência de casos de glaucoma na família, fica mais fácil identificar a possibilidade de a pessoa desenvolver a doença e tratá-la.

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