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Gilberto Barros negocia libertação de reféns ao vivo

Arquivo Geral

15/09/2005 0h00

O jornalista Gilberto Barros, o Leão, apresentador do programa Boa Noite Brasil, da TV Bandeirantes, se transformou em mediador de uma tensa negociação entre assaltantes e policiais na noite de terça-feira, em São Paulo. Durante cerca de uma hora, o apresentador da Band conversou ao vivo, por telefone, com marginais, para convencê-los a libertar quatro pessoas – entre elas uma criança de três anos – mantidas reféns sob a mira de um revólver.

Quatro assaltantes tinham invadido uma residência no Jardim Ipanema, Zona Sul da cidade, para roubar o carro da família. Cercados pela polícia desde às 19h, os ladrões temiam a reação dos policiais e concordavam em se entregar, desde que a rendição fosse feita ao vivo, pela televisão. A polícia entrou em contato com a Band e o repórter Luciano Jr. se dirigiu ao local. Por intermédio do celular dele, Gilberto Barros conversou com os ladrões e também com os reféns: “Tente agir rápido, eu não agüento mais”, era o apelo de Joelma, a dona da casa.

O clima ficou tenso em vários momentos e os bandidos chegaram a ameaçar matar os reféns às 23h. “Fiquei preocupado porque eles estavam com uma garrafa de uísque na mão e bebiam muito”, afirmou o repórter da Band. Para tentar acalmar os marginais, Gilberto Barros dava as garantias de que nada aconteceria com eles: “Vocês vão responder pelo que fizeram, nada mais do que isso. Tenham muita paciência, tenham muita tranqüilidade”, afirmou o apresentador a Chuchu, o líder da quadrilha.

Toda a negociação foi transmitida ao vivo, pela Band, que chegou a marcar 7,5 pontos de audiência no Ibope e ficou em terceiro lugar por vários minutos. A libertação dos reféns ocorreu em três etapas: primeiro, os bandidos soltaram uma refém; o dono da casa, o engenheiro mecânico Alberto Lu Peiwan foi o segundo a sair juntamente com dois marginais. Por último, depois de nova rodada de negociação, Joelma, esposa de Alberto, e seu filho de três anos, deixaram a casa ao lado de outros dois marginais, pondo fim ao caso depois de uma hora e meia de negociação.

Visivelmente abalado, Gilberto Barros desabafou no ar: “Eu tive pavor. E a sensação que fica é de tristeza absoluta. Nós não estamos seguros em lugar nenhum. Nesse caso, eles vão para cadeia, mas a situação vai mudar? Entre os marginais havia um menor de 16 anos que devia estar preocupado com as provas da escola e não em roubar carros. Eu fico triste com tudo isso”, disse Leão.

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    15/09/2005 0h00

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    Quatro assaltantes tinham invadido uma residência no Jardim Ipanema, Zona Sul da cidade, para roubar o carro da família. Cercados pela polícia desde às 19h, os ladrões temiam a reação dos policiais e concordavam em se entregar, desde que a rendição fosse feita ao vivo, pela televisão. A polícia entrou em contato com a Band e o repórter Luciano Jr. se dirigiu ao local. Por intermédio do celular dele, Gilberto Barros conversou com os ladrões e também com os reféns: “Tente agir rápido, eu não agüento mais”, era o apelo de Joelma, a dona da casa.

    O clima ficou tenso em vários momentos e os bandidos chegaram a ameaçar matar os reféns às 23h. “Fiquei preocupado porque eles estavam com uma garrafa de uísque na mão e bebiam muito”, afirmou o repórter da Band. Para tentar acalmar os marginais, Gilberto Barros dava as garantias de que nada aconteceria com eles: “Vocês vão responder pelo que fizeram, nada mais do que isso. Tenham muita paciência, tenham muita tranqüilidade”, afirmou o apresentador a Chuchu, o líder da quadrilha.

    Toda a negociação foi transmitida ao vivo, pela Band, que chegou a marcar 7,5 pontos de audiência no Ibope e ficou em terceiro lugar por vários minutos. A libertação dos reféns ocorreu em três etapas: primeiro, os bandidos soltaram uma refém; o dono da casa, o engenheiro mecânico Alberto Lu Peiwan foi o segundo a sair juntamente com dois marginais. Por último, depois de nova rodada de negociação, Joelma, esposa de Alberto, e seu filho de três anos, deixaram a casa ao lado de outros dois marginais, pondo fim ao caso depois de uma hora e meia de negociação.

    Visivelmente abalado, Gilberto Barros desabafou no ar: “Eu tive pavor. E a sensação que fica é de tristeza absoluta. Nós não estamos seguros em lugar nenhum. Nesse caso, eles vão para cadeia, mas a situação vai mudar? Entre os marginais havia um menor de 16 anos que devia estar preocupado com as provas da escola e não em roubar carros. Eu fico triste com tudo isso”, disse Leão.

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