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GÊNIO do violão

Arquivo Geral

28/05/2005 0h00

Generosidade é o adjetivo mais apropriado para descrever a genialidade do violonista Robson Miguel. Ele dedicou sua vida inteiramente ao violão e na descoberta de seus mistérios. Tanto é, que, mesmo com a primeira posição no ranking dos melhores do mundo pelo Círculo Violonístico Europeu de Madri (Espanha), seu principal ofício é desenvolver videoaulas e incentivar o aprofundamento teórico do instrumento – ele é coordenador do Curso Livre de Música da Universidade de São Paulo e maestro fundador de duas orquestras sinfônicas. Até ergueu um castelo “em homenagem à Sua Majestade, o violão”, que serve de museu ao retratar – pelos calabouços e catacumbas da edificação – a história dos instrumentos de corda “desde o arco musical pré-histórico ao violão e guitarra elétrica”, como definiu em entrevista ao Jornal de Brasília.

Entre workshops, trabalhos sociais e viagens pelo mundo, Robson faz escala na capital federal neste fim de semana e leva seu show diversificado à Sala Martins Penna do Teatro Nacional, hoje e amanhã. “Vivo de música, respiro música e vou morrer de música”, diz o simpático mestre do violão. Humilde, mesmo com a fama que lhe coroou gênio do violão, Robson diz que o difícil não é chegar até a primeira posição do ranking, e sim, mantê-la. “A cada dia aparecem valores novos e o público faz muitas comparações. Recebo todo dia muitos elogios por e-mail que não deixam de ser advertências”, considera.

Pelo contrário, ao subir no palco ou se trancar nos estúdios, são outras coisas que lhe injetam ânimo: “Não toco preocupado com o título. Faço isso porque amo e também porque preciso comer e manter a família”. Apaixonado pelo Clube do Choro de Brasília, o instrumentista lembra, com modéstia, do dia em que conheceu um dos promissores jovens talentos da capital, Bruno do Bandolim, na época com apenas 11 anos. Ele queria tirar uma foto com Robson. O mestre, em contrapartida, disse que fora um prazer. “A gente sempre se espelha em alguém. Lembrei da minha carreira com muita saudade naquele momento. Quando tinha essa idade, meu sonho era dar a mão para Dilermando Reis”, recorda.

Nos shows que apresenta em Brasília, o músico dispensa um repertório fechado com os temas tradicionais de Tom Jobim, Ary Barroso, standards de jazz e da música espanhola. “O público verá o violão artesanal com um repertório que vai da MPB ao jazz, com imitações e algumas curiosidades”, diz. Entre as curiosidades, Robson adianta uma das mais divertidas: “Deixo o público pedir

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    Generosidade é o adjetivo mais apropriado para descrever a genialidade do violonista Robson Miguel. Ele dedicou sua vida inteiramente ao violão e na descoberta de seus mistérios. Tanto é, que, mesmo com a primeira posição no ranking dos melhores do mundo pelo Círculo Violonístico Europeu de Madri (Espanha), seu principal ofício é desenvolver videoaulas e incentivar o aprofundamento teórico do instrumento – ele é coordenador do Curso Livre de Música da Universidade de São Paulo e maestro fundador de duas orquestras sinfônicas. Até ergueu um castelo “em homenagem à Sua Majestade, o violão”, que serve de museu ao retratar – pelos calabouços e catacumbas da edificação – a história dos instrumentos de corda “desde o arco musical pré-histórico ao violão e guitarra elétrica”, como definiu em entrevista ao Jornal de Brasília.

    Entre workshops, trabalhos sociais e viagens pelo mundo, Robson faz escala na capital federal neste fim de semana e leva seu show diversificado à Sala Martins Penna do Teatro Nacional, hoje e amanhã. “Vivo de música, respiro música e vou morrer de música”, diz o simpático mestre do violão. Humilde, mesmo com a fama que lhe coroou gênio do violão, Robson diz que o difícil não é chegar até a primeira posição do ranking, e sim, mantê-la. “A cada dia aparecem valores novos e o público faz muitas comparações. Recebo todo dia muitos elogios por e-mail que não deixam de ser advertências”, considera.

    Pelo contrário, ao subir no palco ou se trancar nos estúdios, são outras coisas que lhe injetam ânimo: “Não toco preocupado com o título. Faço isso porque amo e também porque preciso comer e manter a família”. Apaixonado pelo Clube do Choro de Brasília, o instrumentista lembra, com modéstia, do dia em que conheceu um dos promissores jovens talentos da capital, Bruno do Bandolim, na época com apenas 11 anos. Ele queria tirar uma foto com Robson. O mestre, em contrapartida, disse que fora um prazer. “A gente sempre se espelha em alguém. Lembrei da minha carreira com muita saudade naquele momento. Quando tinha essa idade, meu sonho era dar a mão para Dilermando Reis”, recorda.

    Nos shows que apresenta em Brasília, o músico dispensa um repertório fechado com os temas tradicionais de Tom Jobim, Ary Barroso, standards de jazz e da música espanhola. “O público verá o violão artesanal com um repertório que vai da MPB ao jazz, com imitações e algumas curiosidades”, diz. Entre as curiosidades, Robson adianta uma das mais divertidas: “Deixo o público pedir

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