Os fãs de histórias infantis estão desolados e os pais, preocupados. Afinal, como irão explicar aos filhos que Delfina (Maria Carolina Ribeiro), a vilã de Floribella, se dá bem no término da novela e Flor (Juliana Silveira) fica sem Fred (Roger Gobeth)?
Pedagoga, especializada em educação infantil, Adriana Ricci prevê complicações: “Na cabecinha das crianças fica uma contradição. Até seis anos, elas não têm discernimento do que é ficção ou realidade. É precoce as crianças estarem expostas a valores errados tão cedo.
O professor Sérgio Lopes de Araújo, que tem 38 anos de profissão, também acha ruim: “Para os pequenos, o que não é proibido é permitido. O final tinha que passar uma boa lição. O fato de a vilã fazer maldade a novela inteira e se dar bem é errado.
“As pessoas assistem às novelas esperando que os mocinhos terminem bem e a vilã fique mal. Esse fim frustra as expectativas das crianças”, acredita Ana Paula Domingues, mãe de Juliana, de 8 anos, e Júlia, de 6.
Kátia Silva, de 40 anos, mãe de Mariana, de 9, considera a vitória de Delfina um péssimo exemplo: “Esses desfechos ocorrem na vida real? Sim, mas nem por isso as crianças devem participar disso tão cedo. A gente ensina tanto que quem faz o mal é castigado!”
Neuseli Martins, 37 anos, mãe de Paloma, de 10, já está preparada para conversar com a filha depois de assistirem ao último capítulo, no dia 25 de novembro: “Acho importante que haja diálogo entre pais e filhos para que eles não achem normal que o mal vença”, explica ela.
acidente Na Argentina, a saída de Juan Gil Navarro, o Fred, de Floricienta (original de Floribella), causou comoção. Cris Morena, autora da história, matou o galã em um acidente de carro, porque o ator não renovou o contrato para estrelar a segunda temporada.
Apesar de não ficar claro se o Fred brasileiro morre em acidente aéreo, o recurso de sumir com o galã também foi usado porque Roger não renovou com a Band. Na Argentina, Fred foi para o céu, conversou com Deus e voltou na pele de um Conde, interpretado por outro ator.