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Gal Costa lança disco de inéditas

Arquivo Geral

03/09/2005 0h00

Após sete anos pulando de gravadora em gravadora (BMG, MZA, a falida Abril e Indie Records), redesenhando o cancioneiro consagrado da MPB e vivendo em Salvador, Gal Costa reencontra o pianista e arranjador César Camargo Mariano, acerta contrato de dois discos com o selo paulistano da Trama e desembarca no presente com o sugestivo disco Hoje, nas lojas a partir da prpóxima semana.

O título foi retirado de uma canção de Moreno Veloso, que, não fosse filho de Caetano, poderia entrar no rol de compositores pouco ou nada conhecidos do novo CD. “A idéia era fazer um disco delicado revelando compositores anônimos”, reforça Gal, que completa: “Achei que Hoje era bem adequado, porque estou fazendo 60 anos (em 26 de setembro) com um disco rejuvenescedor, instigante. Não me lembro, na história da MPB, de alguém que tenha lançado tanta gente nova para o grande público”.

Essa gente nova a quem a cantora se refere são nomes como os conterrâneos Moisés Santana, Péri e Tito Bahiense; o pernambucano Junio Barreto; o paulista Hilton Raw; o africano Lokua Kanza; os artistas plásticos Nuno Ramos, Eduardo Climachauska e Lenora Barros; e o jornalista Marcos Augusto Gonçalves. “Péri, Moisés e Junio, por exemplo, gravaram discos independentes e estão ralando há bastante tempo, mas ninguém dava trela. Tive a oportunidade de ter acesso a esse material e lançá-lo”, diz Gal.

Com a ajuda da Trama e do letrista Carlos Rennó, Gal recebeu cerca de 200 músicas inéditas ou gravadas apenas por seus autores para garimpar o repertório de 14 faixas que entraria em Hoje. A qualidade que afirma ter encontrado é um mote para ela rechaçar que tenha afirmado, em 2001, que não havia bons compositores novos no Brasil.

“Não sou louca de dizer uma frase dessa. Fui mal interpretada. O que disse é que, quando fiz Aquele Frevo Axé (em 98), um disco que passou em branco e hoje parte da imprensa reconhece como bom e de certa forma inovador, não encontrei nada que se adequasse ao meu universo musical”, afirma. Segundo ela, o Brasil é muito rico musicalmente e ela reconhece isso. “Minha geração continua fazendo muita coisa nova, bem como existem bons compositores novos.

Da nova safra de canções inéditas dos contemporâneos, Gal pinça uma de Caetano e outra de Chico Buarque. O parceiro de barbaridades, entra com Luto, enquanto Chico lhe oferece Embebedado, com letra de José Miguel Wisnik. “Havia pedido uma para o Caetano e a do Chico veio casualmente. Ele havia me dado a melodia que serviria para a trilha de uma montagem italiana sobre Dona Flor e Seus Dois Maridos, mas não deu certo. Aliás, deu certo para mim”, brinca a intérprete que completa: “Música de Caetano e Chico é presente que não se dispensa”.

jazzHoje foi feito de uma forma pouco comum nos tempos atuais: com uma mesma banda tocando em quase todas as faixas e um mesmo arranjador, Cesar Camargo Mariano. “Cesar é um instrumentista classudo. Ele vive um momento bem cool, e eu sou uma cantora essencialmente cool”. A declaração funciona com prenúncio do próximo trabalho pela Trama, com a parceria com o pianista: um disco de jazz.

O sonho inicial de Cesar, de fazer com a cantora um disco dedicado ao repertório do trompetista norte-americano Chet Baker. “Há uns quatro anos, nos encontramos (César e Gal) em Nova York para uma homenagem a Tom Jobim. Fizemos vários números juntos e acabamos tocando I Fall in Love Too Easily, do Chet Baker. Apesar de ser uma cantora essencialmente brasileira, existe uma marca muito forte do jazz na minha carreira”, justifica.

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    O título foi retirado de uma canção de Moreno Veloso, que, não fosse filho de Caetano, poderia entrar no rol de compositores pouco ou nada conhecidos do novo CD. “A idéia era fazer um disco delicado revelando compositores anônimos”, reforça Gal, que completa: “Achei que Hoje era bem adequado, porque estou fazendo 60 anos (em 26 de setembro) com um disco rejuvenescedor, instigante. Não me lembro, na história da MPB, de alguém que tenha lançado tanta gente nova para o grande público”.

    Essa gente nova a quem a cantora se refere são nomes como os conterrâneos Moisés Santana, Péri e Tito Bahiense; o pernambucano Junio Barreto; o paulista Hilton Raw; o africano Lokua Kanza; os artistas plásticos Nuno Ramos, Eduardo Climachauska e Lenora Barros; e o jornalista Marcos Augusto Gonçalves. “Péri, Moisés e Junio, por exemplo, gravaram discos independentes e estão ralando há bastante tempo, mas ninguém dava trela. Tive a oportunidade de ter acesso a esse material e lançá-lo”, diz Gal.

    Com a ajuda da Trama e do letrista Carlos Rennó, Gal recebeu cerca de 200 músicas inéditas ou gravadas apenas por seus autores para garimpar o repertório de 14 faixas que entraria em Hoje. A qualidade que afirma ter encontrado é um mote para ela rechaçar que tenha afirmado, em 2001, que não havia bons compositores novos no Brasil.

    “Não sou louca de dizer uma frase dessa. Fui mal interpretada. O que disse é que, quando fiz Aquele Frevo Axé (em 98), um disco que passou em branco e hoje parte da imprensa reconhece como bom e de certa forma inovador, não encontrei nada que se adequasse ao meu universo musical”, afirma. Segundo ela, o Brasil é muito rico musicalmente e ela reconhece isso. “Minha geração continua fazendo muita coisa nova, bem como existem bons compositores novos.

    Da nova safra de canções inéditas dos contemporâneos, Gal pinça uma de Caetano e outra de Chico Buarque. O parceiro de barbaridades, entra com Luto, enquanto Chico lhe oferece Embebedado, com letra de José Miguel Wisnik. “Havia pedido uma para o Caetano e a do Chico veio casualmente. Ele havia me dado a melodia que serviria para a trilha de uma montagem italiana sobre Dona Flor e Seus Dois Maridos, mas não deu certo. Aliás, deu certo para mim”, brinca a intérprete que completa: “Música de Caetano e Chico é presente que não se dispensa”.

    jazzHoje foi feito de uma forma pouco comum nos tempos atuais: com uma mesma banda tocando em quase todas as faixas e um mesmo arranjador, Cesar Camargo Mariano. “Cesar é um instrumentista classudo. Ele vive um momento bem cool, e eu sou uma cantora essencialmente cool”. A declaração funciona com prenúncio do próximo trabalho pela Trama, com a parceria com o pianista: um disco de jazz.

    O sonho inicial de Cesar, de fazer com a cantora um disco dedicado ao repertório do trompetista norte-americano Chet Baker. “Há uns quatro anos, nos encontramos (César e Gal) em Nova York para uma homenagem a Tom Jobim. Fizemos vários números juntos e acabamos tocando I Fall in Love Too Easily, do Chet Baker. Apesar de ser uma cantora essencialmente brasileira, existe uma marca muito forte do jazz na minha carreira”, justifica.

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