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Fumaça de cigarro mantém as veias abertas

Arquivo Geral

08/06/2004 0h00

A fumaça do cigarro, que provoca câncer pulmonar e outros males vasculares periféricos, paradoxalmente ajuda a manter abertas as veias depois de uma intervenção para eliminar coágulos nas pernas. A pesquisa da Universidade de Viena, na Áustria, foi publicada pela revista Radiology.

De acordo com o estudo, os fumantes que persistiram no vício depois de uma angioplastia tiveram uma menor incidência de restenose, ou seja, de estreitamento arterial, do que os não fumantes.

Os pesquisadores indicam que isso não significa uma promoção do consumo de tabaco, mas afirmam que não há dúvidas de que os resultados de seu trabalho confirmam que, ao aumentar o nível de monóxido de carbono na corrente sangüínea após uma angioplastia nas extremidades inferiores, se previne a restenose.

“Os fumantes mostram uma maior concentração no sangue de monóxido de carbono, um poderoso agente antiflogístico que dilata os vasos capilares”, disse Martin Schillinger, professor de medicina da Escola de Medicina da instituição.

“O monóxido de carbono pode inibir o aumento das células musculares dentro da parede arterial, um fator-chave no processo da restenose”, assinalou.

Em uma doença arterial periférica, o estreitamento ou bloqueio da artéria obstrui o fluxo de sangue oxigenado para braços e pernas. Esse problema é tratado mediante uma angioplastia, um procedimento de invasão mínima mediante o qual se insere um balão que se infla no lugar da obstrução ou do bloqueio.

Schillinger indicou no estudo que a angioplastia tradicionalmente revela uma alta incidência de restenose, o que exige uma repetição do procedimento após um ano. “É importante encontrar uma forma de melhorar a efetividade a longo prazo das intervenções endovasculares nas extremidades inferiores”, assinalou o cientista.

Ele acrescentou que, por isso, “vale a pena examinar o uso terapêutico do monóxido de carbono para reduzir o alto nível de restenose após uma angioplastia”.

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    08/06/2004 0h00

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    De acordo com o estudo, os fumantes que persistiram no vício depois de uma angioplastia tiveram uma menor incidência de restenose, ou seja, de estreitamento arterial, do que os não fumantes.

    Os pesquisadores indicam que isso não significa uma promoção do consumo de tabaco, mas afirmam que não há dúvidas de que os resultados de seu trabalho confirmam que, ao aumentar o nível de monóxido de carbono na corrente sangüínea após uma angioplastia nas extremidades inferiores, se previne a restenose.

    “Os fumantes mostram uma maior concentração no sangue de monóxido de carbono, um poderoso agente antiflogístico que dilata os vasos capilares”, disse Martin Schillinger, professor de medicina da Escola de Medicina da instituição.

    “O monóxido de carbono pode inibir o aumento das células musculares dentro da parede arterial, um fator-chave no processo da restenose”, assinalou.

    Em uma doença arterial periférica, o estreitamento ou bloqueio da artéria obstrui o fluxo de sangue oxigenado para braços e pernas. Esse problema é tratado mediante uma angioplastia, um procedimento de invasão mínima mediante o qual se insere um balão que se infla no lugar da obstrução ou do bloqueio.

    Schillinger indicou no estudo que a angioplastia tradicionalmente revela uma alta incidência de restenose, o que exige uma repetição do procedimento após um ano. “É importante encontrar uma forma de melhorar a efetividade a longo prazo das intervenções endovasculares nas extremidades inferiores”, assinalou o cientista.

    Ele acrescentou que, por isso, “vale a pena examinar o uso terapêutico do monóxido de carbono para reduzir o alto nível de restenose após uma angioplastia”.

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