Depois da tanta confusão em pauta, vamos pelo menos tentar terminar essa semana na base da paz e muito amor. Desconsiderando o final de Da Cor do Pecado, que também caiu na vala-comum, a história do João Emanuel Carneiro se valeu da simplicidade e de determinados ganchos que sempre funcionaram bem no nosso vídeo. A coisa chegou a tal ponto que o autor, mesmo sendo um estreante em novelas, já assinou e mandou reconhecer firma no seu novo contrato, renovado no começo desta semana até agosto de 2008, em bases muito próximas a de outros consagrados escritores da casa. Aliás, falando em novas apostas, esse é um drama que atravessou gerações nos bastidores da tevê brasileira. Sempre houve muita dificuldade e até uma certa resistência das nossas emissoras em abrir espaço para a renovação no campo dos autores de novelas. Isso ainda acontece de forma tímida. Dá para contar nos dedos de uma só mão os que tiveram essa oportunidade e se juntaram aos mais experientes. A Globo, especialmente, tinha muito medo de investir nos roteiristas em início de carreira. Hoje, os seus diretores parecem estar convencidos do contrário. Esse sangue novo é altamente salutar, e Carneiro, de Da Cor do Pecado, surge como mais uma incontestável prova.