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Filme realizado no improviso

Arquivo Geral

20/11/2003 0h00

José Eduardo Belmonte queria explorar todas as brechas do prédio do Conic, bem como as situações cotidianas diversas que ali se passam. Subterrâneos tinha 2h40 de duração. Logicamente que, para se aprofundar no tema, Belmonte teria de registrar muito mais horas. A saída foi criar um filme quase documental. Muitas das cenas, portanto, foram gravadas no improviso, como revelou a equipe do filme no debate de ontem, às 11h, no Hotel Nacional.

Para quem pensava que Belmonte pretendia apresentar um filme totalmente lógico, o cineasta desenganou: “Não quis fazer um filme definido, nem me aprofundar. Só mostro esse labirinto que é o Conic. Quanto mais se entra, mais se perde”, disse. “Fiz um filme com improviso, onde eu pudesse trabalhar o tema com liberdade”, arremata.

A dificuldade, porém, foi para cima dos atores. A maior parte das cenas, segundo o protagonista, Murilo Grossi, foi filmada no primeiro take, muitas vezes sem o figurante notar. “Belmonte só nos dava indicativos acerca do diálogo. As frases surgiam no desenrolar da conversa”, conta.

A atriz Gabrielle Lopes, por exemplo, chegou ao set de filmagens e começou a interpretar. “Eu só sabia que era uma evangélica”, narra. Curioso mesmo foi a incógnita identidade de Ângela, personagem de Cibele Amaral. “Tinha de dar certo de primeira para ficar bom”, diz. Segundo ela, para subir na cobertura do prédio ou entrar em escritórios, ela fugia dos seguranças. “Eles não entendiam o que se passava, e eu não podia explicar. Sei que chegou um momento que eu nem sabia mais quem eu era”, desabafa.

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    Arquivo Geral

    20/11/2003 0h00

    José Eduardo Belmonte queria explorar todas as brechas do prédio do Conic, bem como as situações cotidianas diversas que ali se passam. Subterrâneos tinha 2h40 de duração. Logicamente que, para se aprofundar no tema, Belmonte teria de registrar muito mais horas. A saída foi criar um filme quase documental. Muitas das cenas, portanto, foram gravadas no improviso, como revelou a equipe do filme no debate de ontem, às 11h, no Hotel Nacional.

    Para quem pensava que Belmonte pretendia apresentar um filme totalmente lógico, o cineasta desenganou: “Não quis fazer um filme definido, nem me aprofundar. Só mostro esse labirinto que é o Conic. Quanto mais se entra, mais se perde”, disse. “Fiz um filme com improviso, onde eu pudesse trabalhar o tema com liberdade”, arremata.

    A dificuldade, porém, foi para cima dos atores. A maior parte das cenas, segundo o protagonista, Murilo Grossi, foi filmada no primeiro take, muitas vezes sem o figurante notar. “Belmonte só nos dava indicativos acerca do diálogo. As frases surgiam no desenrolar da conversa”, conta.

    A atriz Gabrielle Lopes, por exemplo, chegou ao set de filmagens e começou a interpretar. “Eu só sabia que era uma evangélica”, narra. Curioso mesmo foi a incógnita identidade de Ângela, personagem de Cibele Amaral. “Tinha de dar certo de primeira para ficar bom”, diz. Segundo ela, para subir na cobertura do prédio ou entrar em escritórios, ela fugia dos seguranças. “Eles não entendiam o que se passava, e eu não podia explicar. Sei que chegou um momento que eu nem sabia mais quem eu era”, desabafa.

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