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Fila gigantesca para fazer transplante

Arquivo Geral

13/07/2004 0h00

A insuficiência renal crônica é quando o rim pára de funcionar. Não filtra mais as toxinas do sangue, não regula a produção dos glóbulos vermelhos nem a pressão sangüínea. Nesse momento, o paciente necessita de um transplante. Mas nem sempre isso é possível de imediato. “Atualmente, existem 58.500 pessoas na fila de espera para transplantes. Desse total, 29.928 aguardam um transplante de rim”, observa o técnico José Luiz.

Doenças como infecção do trato urinário, dos rins, cálculo renal e outras podem levar à IRC. No entanto, o estudo do Ministério da Saúde revelou que a diabetes e a hipertensão são as principais causas. “As pessoas que sofrem dessas doenças e não as controlam corretamente provavelmente estão desenvolvendo algum grau de deficiência renal”, destaca o técnico. “Esses pacientes devem procurar acompanhamento médico e estar atentos às manifestações de deficiências renais”, acrescenta.

Os principais sintomas da IRC são: perda de apetite e de peso, redução da freqüência ao banheiro para urinar, inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos, dor lombar; pressão sangüínea elevada, anemia, fraqueza e desânimo constantes, náuseas e vômitos freqüentes pela manhã e alteração na cor da urina (fica parecida com coca-cola ou sanguinolenta).

Quando os rins já não funcionam corretamente, há a necessidade de se fazer diálise. Se não houver possibilidade de um transplante renal, o tratamento deve ser feito para o resto da vida. São três sessões por semana, com duração de quatro horas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o parâmetro para ocorrência de IRC em um país em desenvolvimento é de 40 pacientes necessitando de diálise para cada 100 mil habitantes. No entanto, esse parâmetro pode variar de acordo com a realidade local, como grau de desenvolvimento do sistema de saúde e média de idade da população.

Alguns estados brasileiros estão longe dos parâmetros estabelecidos pela OMS. “Hoje, existem aproximadamente 60 mil pacientes no País com insuficiência renal necessitando de diálise”, comenta José Luiz.

O técnico revela que, em estudo realizado recentemente, pôde-se observar a menor incidência de pessoas com diabetes e hipertensão em algumas etnias indígenas brasileiras. Sendo assim, essas populações também são menos atingidas pela insuficiência renal crônica. Acredita-se que a boa saúde desses indígenas se deve ao fato de conservarem hábitos alimentares saudáveis. Não comem fritura, sal e comidas industrializadas.

“Uma alimentação desbalanceada, com muito sal, gordura e carboidrato, e a falta de atividade física, o estresse e o tabagismo levam a problemas de saúde graves, como a diabetes e a hipertensão”, destaca José Luiz. “Essas doenças, se não acompanhadas, levam à IRC. É preciso mudar os hábitos da população”, afirma.

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    Arquivo Geral

    13/07/2004 0h00

    A insuficiência renal crônica é quando o rim pára de funcionar. Não filtra mais as toxinas do sangue, não regula a produção dos glóbulos vermelhos nem a pressão sangüínea. Nesse momento, o paciente necessita de um transplante. Mas nem sempre isso é possível de imediato. “Atualmente, existem 58.500 pessoas na fila de espera para transplantes. Desse total, 29.928 aguardam um transplante de rim”, observa o técnico José Luiz.

    Doenças como infecção do trato urinário, dos rins, cálculo renal e outras podem levar à IRC. No entanto, o estudo do Ministério da Saúde revelou que a diabetes e a hipertensão são as principais causas. “As pessoas que sofrem dessas doenças e não as controlam corretamente provavelmente estão desenvolvendo algum grau de deficiência renal”, destaca o técnico. “Esses pacientes devem procurar acompanhamento médico e estar atentos às manifestações de deficiências renais”, acrescenta.

    Os principais sintomas da IRC são: perda de apetite e de peso, redução da freqüência ao banheiro para urinar, inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos, dor lombar; pressão sangüínea elevada, anemia, fraqueza e desânimo constantes, náuseas e vômitos freqüentes pela manhã e alteração na cor da urina (fica parecida com coca-cola ou sanguinolenta).

    Quando os rins já não funcionam corretamente, há a necessidade de se fazer diálise. Se não houver possibilidade de um transplante renal, o tratamento deve ser feito para o resto da vida. São três sessões por semana, com duração de quatro horas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o parâmetro para ocorrência de IRC em um país em desenvolvimento é de 40 pacientes necessitando de diálise para cada 100 mil habitantes. No entanto, esse parâmetro pode variar de acordo com a realidade local, como grau de desenvolvimento do sistema de saúde e média de idade da população.

    Alguns estados brasileiros estão longe dos parâmetros estabelecidos pela OMS. “Hoje, existem aproximadamente 60 mil pacientes no País com insuficiência renal necessitando de diálise”, comenta José Luiz.

    O técnico revela que, em estudo realizado recentemente, pôde-se observar a menor incidência de pessoas com diabetes e hipertensão em algumas etnias indígenas brasileiras. Sendo assim, essas populações também são menos atingidas pela insuficiência renal crônica. Acredita-se que a boa saúde desses indígenas se deve ao fato de conservarem hábitos alimentares saudáveis. Não comem fritura, sal e comidas industrializadas.

    “Uma alimentação desbalanceada, com muito sal, gordura e carboidrato, e a falta de atividade física, o estresse e o tabagismo levam a problemas de saúde graves, como a diabetes e a hipertensão”, destaca José Luiz. “Essas doenças, se não acompanhadas, levam à IRC. É preciso mudar os hábitos da população”, afirma.

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