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Festival de Toronto termina neste sábado reafirmando importância no mercado de cinema

Arquivo Geral

15/09/2007 0h00

O Festival Internacional de Cinema de Toronto termina neste sábado com a exibição do filme canadense Emotional Arithmetic, de Paolo Barzman, reafirmando-se com uma das três maiores mostras de cinema do mundo.

Após dez dias em sua 32ª edição, o festival exibiu 349 filmes de 55 países e confirmou, em mais um ano, que é o principal festival da América do Norte e um dos mais importantes do mundo, principalmente porque se transformou no principal mercado de compra e venda para Hollywood.

Além disso, a mostra de Toronto – que não tem caráter competitivo como os festivais de Cannes, Veneza e Berlim – é o cenário ideal para o lançamento da maioria dos filmes candidatos ao Oscar.

Hollywood e a imprensa americana ficaram atentos aos filmes de língua inglesa exibidos durante o festival. Mas Toronto também é o lugar ideal – senão o único – para os filmes que não tem inglês como idioma entrem nos Estados Unidos.

Só que o festival está num momento crítico diante da pressão exercida por outros festivais. No início da 32ª edição, o presidente do festival, Piers Handling, reconheceu que há 20 anos a cena internacional aumentou. E os festivais mais clássicos estão reagindo.

Desde 2004, Veneza conta com um novo diretor, Mauro Müller, que chegou com o propósito de se aproximar de Toronto.

“Acho que Toronto dirigiu seu negócio de forma significativa nos últimos 15 anos. Esforçou-se em convidar os filmes para a competição de Veneza ou a lugares predominantes para ter a presença de estrelas, a ostentação, o glamour”, afirmou Handling ao jornal Toronto Star.

Nomes como George Clooney, Brad Pitt e Cate Blanchett estiveram este ano em Veneza para apresentar seus últimos filmes, respectivamente Michael Clayton, The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford e Elizabeth: The Golden Age.

Mas os três se apressaram para chegar a Toronto a tempo das estréias desses filmes na América do Norte. Pitt e Cate Blanchett preferiram perder a cerimônia final do festival italiano, onde foram premiados.

Em Hollywood a atração pela edição de Toronto é explicada por várias razões. Enquanto Cannes ou Veneza se concentram na imprensa especializada, o evento é um festival voltado para o público, o que permite que a indústria observe melhor quais são as reais opções de bilheteria dos filmes. Além disso, ao contrário do glamour de Cannes e Veneza, Toronto é um festival mais fácil e barato.

A importância que Toronto ganhou nos últimos anos é evidente em filmografias como a espanhola ou dos países latino-americanos, que tradicionalmente não apresentam um interesse grande no festival.

No ano passado, Pedro Almodóvar esteve em Toronto com Volver, junto com a protagonista do filme, Penélope Cruz, uma passagem imprescindível para a campanha rumo ao Oscar. Em 2000, Javier Bardem causou sensação pela interpretação em Antes do Anoitecer. O ator espanhol, em seu caminho até Hollywood, confessou então a importância de Toronto.

“Aqui, em Toronto, se decide o que será ou não visto nos Estados Unidos e por conseqüência no resto do mundo. E se a distribuição será grande ou pequena”, declarou o ator na ocasião.

Neste ano, Carlos Saura, Ventura Pons e Gonzalo López-Gallego decidiram estrear mundialmente seus últimos filmes – Fados, Barcelona (un mapa) e El Rey de la Montaña – em Toronto, algo impensável há cinco anos.

O argetino-brasileiro Hector Babenco também optou pelo lançamento de El Pasado (2007) e Anahí Berneri, de Encarnación no festival. El Orfanato, a surpresa de Juan Antonio Bayona e Belén Rueda, também foi exibido em Toronto, em busca de um caminho mais rápido para Hollywood.

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