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Festa junina típica do mangue

Arquivo Geral

19/06/2004 0h00

O tradicional pé-de-serra dá lugar ao manguebeat na 16ª edição da festa junina Forrock. O evento reune hoje à noite, no Iate Clube, as bandas pernambucanas Nação Zumbi e Cordel do Fogo Encantado, que se apresentam intercalados pelo típico som junino do Trio Forrozão, em participação especial.

Primeiro, subirá ao palco os performáticos músicos-atores do Cordel. A banda, antes grupo teatral, apresenta mais uma vez na capital federal as novidades de seu segundo álbum, Palhaço do Circo sem Futuro, no qual mostra suas influências de Antonio Nóbrega, ritmado pelo nervosismo de guitarras elétricas e muita batucada.

Nos vocais de Lirinha, o Cordel canta a poesia apocalíptica do novo disco, acompanhado da batida dançante dos percussionistas Nego Henrique, Rafa Almeida e Emerson Calado e do violão de Clayton Barros. No repertório, a banda original da cidade pernambucana de Arcoverde, apresenta as músicas Os Anjos Caídos, Na Veia, A Tempestade, Catingueira e a mais famosa Chover.

Após a apresentação do Cordel, será a vez do público mexer os esqueletos com o Trio Forrozão. O grupo carioca surgido em meio à explosão do forró universitário de 1998 é na verdade um quarteto, formado por Bastos (voz), Nicodemus (zabumba), Chiquinho (acordeão) e Edson Chupa-Cabra (triângulo). Eles animam a festa com o lançamento do CD De Férias com o Trio Forrozão, no qual reúne suas canções Lisbela (trilha do filme Lisbela e o Prisioneiro), Xote Capixaba e Forróbodó.

Para fechar, a Nação faz o show mais esperado da noite e mostra que o movimento do manguebeat ainda é forte, mesmo com a morte de seu precurssor Chico Science, em 1997. Após três anos de silêncio e luto, o percussionista Jorge du Peixe assume os vocais, lança o disco Rádio Samba, amadurece durante outros dois anos, faz o segundo disco e, hoje visita a capital federal ao lado dos guerreiros de mangue Dengue (baixo), Gilmar Bolla 8 (tambor e voz), Lúcio Maia (guitarra), Pupilo (bateria, percussão e tambor) e Toca Ogan (percussão e voz).

O show de hoje será baseado no último álbum, Nação Zumbi, e é parte da turnê que os músicos estão realizando há um ano e meio. “A base será esse disco, mas teremos ainda um apanhado de todo o nosso trabalho. Tocaremos um forró do nosso jeito”, explica Lucio Maia.

Quanto ao movimento manguebeat, cuja explosão foi em 1994, Lucio faz uma avaliação dez anos depois. “Nós não gostamos de chamar de movimento, porque se foi, foi muito utópico. Preferimos chamar de cena, que aliás está muito forte em Pernambuco. Além de termos melhorado toda a estrutura musical em Recife, conseguimos reconhecimento do estado de que somos representantes da cultura local, como o frevo e o maracatu”, explica o guitarrista. Ponto para a cultura brasileira

serviço

16º Forrock – Show com Nação Zumbi, Trio Forrozão e Cordel do Fogo Encantado. Hoje, a partir das 21h, no Iate Clube de Brasília. Ingressos a venda nas Discotecas 2001, Lojas Mormaii, Chili Beans e furandofila.com.br. Mais informações pelo telefone 248-1444.

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    19/06/2004 0h00

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    Primeiro, subirá ao palco os performáticos músicos-atores do Cordel. A banda, antes grupo teatral, apresenta mais uma vez na capital federal as novidades de seu segundo álbum, Palhaço do Circo sem Futuro, no qual mostra suas influências de Antonio Nóbrega, ritmado pelo nervosismo de guitarras elétricas e muita batucada.

    Nos vocais de Lirinha, o Cordel canta a poesia apocalíptica do novo disco, acompanhado da batida dançante dos percussionistas Nego Henrique, Rafa Almeida e Emerson Calado e do violão de Clayton Barros. No repertório, a banda original da cidade pernambucana de Arcoverde, apresenta as músicas Os Anjos Caídos, Na Veia, A Tempestade, Catingueira e a mais famosa Chover.

    Após a apresentação do Cordel, será a vez do público mexer os esqueletos com o Trio Forrozão. O grupo carioca surgido em meio à explosão do forró universitário de 1998 é na verdade um quarteto, formado por Bastos (voz), Nicodemus (zabumba), Chiquinho (acordeão) e Edson Chupa-Cabra (triângulo). Eles animam a festa com o lançamento do CD De Férias com o Trio Forrozão, no qual reúne suas canções Lisbela (trilha do filme Lisbela e o Prisioneiro), Xote Capixaba e Forróbodó.

    Para fechar, a Nação faz o show mais esperado da noite e mostra que o movimento do manguebeat ainda é forte, mesmo com a morte de seu precurssor Chico Science, em 1997. Após três anos de silêncio e luto, o percussionista Jorge du Peixe assume os vocais, lança o disco Rádio Samba, amadurece durante outros dois anos, faz o segundo disco e, hoje visita a capital federal ao lado dos guerreiros de mangue Dengue (baixo), Gilmar Bolla 8 (tambor e voz), Lúcio Maia (guitarra), Pupilo (bateria, percussão e tambor) e Toca Ogan (percussão e voz).

    O show de hoje será baseado no último álbum, Nação Zumbi, e é parte da turnê que os músicos estão realizando há um ano e meio. “A base será esse disco, mas teremos ainda um apanhado de todo o nosso trabalho. Tocaremos um forró do nosso jeito”, explica Lucio Maia.

    Quanto ao movimento manguebeat, cuja explosão foi em 1994, Lucio faz uma avaliação dez anos depois. “Nós não gostamos de chamar de movimento, porque se foi, foi muito utópico. Preferimos chamar de cena, que aliás está muito forte em Pernambuco. Além de termos melhorado toda a estrutura musical em Recife, conseguimos reconhecimento do estado de que somos representantes da cultura local, como o frevo e o maracatu”, explica o guitarrista. Ponto para a cultura brasileira

    serviço

    16º Forrock – Show com Nação Zumbi, Trio Forrozão e Cordel do Fogo Encantado. Hoje, a partir das 21h, no Iate Clube de Brasília. Ingressos a venda nas Discotecas 2001, Lojas Mormaii, Chili Beans e furandofila.com.br. Mais informações pelo telefone 248-1444.

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