A terceira edição do Brasília Music Festival (BMF) começa hoje com uma programação diferente das anteriores. Em uma versão Mix, que mistura a edição de 2003 com bandas de pop rock e da de 2004 com renomados DJs, traz quatro bandas nacionais e mais de 40 DJs que vão ocupar as pick-ups em dois dias de festa. Hoje, Charlie Brown Junior e Capitão do Cerrado fazem a festa e amanhã o Capital Inicial e Plebe Rude agitam os brasilienses, na estrutura de 90 mil metros quadrados montada no estacionamento do Mané Garrincha.
Em vez de investir em estrelas do rock internacional, como fez em 2003 com Simply Red, Alanis Morissette, Pretenders e Live, o produtor Rafael Reisman preferiu apostar em DJs internacionais. O line-up eletrônico traz alguns dos mais renomados DJs do Brasil, como os paulistanos Patife e Marky, e também do mundo, como o alemão Paul van Dyk, o canadense Tiga e DJs já conhecidos do público do BMF Electronic, em 2004, como o israelense Skazi e o norte-americano Craze.
Hoje, a banda brasiliense Capitão do Cerrado abre a programação no palco principal, a partir das 20h. Logo depois, o rock santista do Charlie Brown Jr agita o público.
Amanhã, duas bandas pioneiras do rock brasiliense completam a festa dos amantes das guitarras. Primeiro, a Plebe Rude sobe ao palco principal e apresenta para o público algumas das canções do novo CD, R ao Contrário, como Mil Gatos no Telhado e O que se Faz. “Dizemos com todas as letras: esta é a volta definitiva da Plebe”, afirma o vocalista Phelippe Seabra. O cantor, o baixista André X, o guitarrista Clemente (dos Inocentes) e o baterista Txotxa garantem que estão de volta a ativa e também vão tocar antigos sucessos como Até Quando Esperar, Minha Renda, A Ida e Proteção. “O show terá uma surpresa que alguns fãs vão ter um infarto”, brinca Phelippe.
O CD da Plebe deve ser lançado em dois meses. Serão 12 músicas inéditas, gravadas no estúdio que Phelippe tem em casa, o Daybreak. Pela primeira vez em 20 anos a música Voto em Branco, que fez com que o grupo fosse preso durante o governo militar de Figueiredo, foi gravada em um CD. “É assustador como letras feitas há mais de 20 anos ainda são atuais”, avalia o cantor.
“Não combinados nada ainda, mas não descartamos um encontro entre Plebe e Capital”, diz Phelippe Seabra. De acordo com o vocalista da Plebe Rude, é a primeira vez em 15 anos que as duas bandas tocam num mesmo dia, cada um com seu show. “Só vai dar Brasília na cabeça. É legal ver aquela turma de 25 anos atrás ainda na ativa”, orgulha-se.
O Capital Inicial vai apresentar a turnê do último álbum, Gigante, que conta no repertório com músicas como Respirar Você, Sem Cansar, Não Olhe Pra Trás, e os clássicos da banda como Natasha, Veraneio Vascaína, Fátima e Independência.
Os brasilienses podem esperar alguma homenagem a Renato Russo, já que Dinho Ouro Preto (voz), os irmãos Fê (bateria) e Flávio Lemos (baixo) e Yves PAssarell (guitarra) estão em estúdio gravando um CD tributo ao Aborto Elétrico, banda dos anos 80 que originou o Capital e a Legião Urbana. O projeto será lançado no final de outubro, com músicas que nunca foram compiladas em um CD, e a turnê será iniciada no ano que vem.
A decisão de misturar as guitarras do rock brasileiro com as pick-ups foi feita depois de uma pesquisa realizada com o público. De acordo com Rafael Reisman, a pesquisa mostrou que, em festivais, é possível misturar os públicos. “Quem não estiver afim de curtir as bandas, vai para as tendas”, sugere o produtor.
Serviço
Brasília Music Festival Mix – Hoje, Charlie Brown Jr e Capitão do Cerrado. Amanhã, Capital Inicial e Plebe Rude, além de DJs. A partir das 20h, no estacionamento do Estádio Mané Garrincha. Ingressos: pista R$ 35 (meia), camarote passaporte masculino R$ 160 (meia)
e feminino R$ 100 (meia), camarote dia masculino: R$ 110 (meia) e feminino
R$ 70 (meia). Informações: 3225-2982.