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Fatos reais da crônica policial

Arquivo Geral

31/05/2005 0h00

Depois de deixar a vida policial, há oito anos, o agente Fábio Carneiro, 62 anos, resolveu dedicar-se à literatura. Adotou o pseudônimo de Carlito Laranjeiras e lança hoje o primeiro livro, Crônicas Policiais da Vida Real , a partir das 18h30, no restaurante Carpe Diem. São 23 histórias tragicômicas que o policial vivenciou em 32 anos de profissão.

O livro conta casos em que o policial participou, direta ou indiretamente, enquanto funcionário da Polícia Civil do Distrito Federal. São fatos reais, com os nomes dos envolvidos trocados, para preservar a identidade deles. “São 23 casos engraçados, do dia-a-dia de uma delegacia de cidade grande. Não falo que é em Brasília, parece que é uma cidade qualquer”, adianta o policial. “Não citei os nomes verdadeiros, mas quem ler vai saber que falo dele”, completa.

Alguns casos são malresolvidos ou tiveram alguma situação que impediu a conclusão da perícia. “Não existe crime insolúvel, mas, sim, mal investigado. Bem como não existe crime perfeito e sim perícia mal feita”, diz a frase de destaque na contracapa do livro. Para escrever as crônicas, Laranjeiras criou um personagem para representá-lo, o CRP. “Não gosto de narrar em primeira pessoa, prefiro relatar”, explica.

O livro foi escrito em apenas uma semana. Apesar de estar aposentado há oito anos por tempo de serviço, o trabalho foi apenas puxar na memória os casos que chamaram mais atenção durante a carreira policial. “Escrevi com a intenção de criar uma memória para a polícia, que não tem nenhuma”, explica.

O dom da escrita foi descoberto enquanto era policial. Carlito Laranjeiras era conhecido nas delegacias onde trabalhou como o rei do relatório. “Sempre tive facilidade em escrever, meus relatórios eram cheios de detalhes. A prática me ensinou a redigir”, diz.

O policial adotou o pseudônimo por achar que não tinha nome de escritor. “Fiz uma relação de 20 nomes e dei para uma numeróloga, ela disse que esse seria melhor, então anulei os outros”, lembra.

Mineiro de Araxá, o agente de polícia mudou para Brasília em 1962 e dois anos depois ingressou nos quadros da Polícia Civil do DF. Trabalhou em diversas delegacias, nas quais ocupou cargos de chefia. Aposentou-se há oito anos, com 32 anos de serviço. Atualmente, mora no Lago Sul, é casado pela segunda vez e tem dois filhos.

O agora escritor já tem mais dois livros prontos, um sobre a história do Brasil, mas contando como se fosse de outro país, e um de piadas. Para ele, escrever é um passatempo, já que dá um lucro mínimo, ele faz só pelo prazer de escrever. “Talvez eu escreva outro de crônicas. Meus amigos policiais já me procuraram dizendo que têm histórias engraçadas também, pois sabem contar, mas não sabem escrever. As pessoas que já leram disseram que terminam querendo mais. Quem sabe não vem um volume dois. “, conclui o policial.

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    31/05/2005 0h00

    Depois de deixar a vida policial, há oito anos, o agente Fábio Carneiro, 62 anos, resolveu dedicar-se à literatura. Adotou o pseudônimo de Carlito Laranjeiras e lança hoje o primeiro livro, Crônicas Policiais da Vida Real , a partir das 18h30, no restaurante Carpe Diem. São 23 histórias tragicômicas que o policial vivenciou em 32 anos de profissão.

    O livro conta casos em que o policial participou, direta ou indiretamente, enquanto funcionário da Polícia Civil do Distrito Federal. São fatos reais, com os nomes dos envolvidos trocados, para preservar a identidade deles. “São 23 casos engraçados, do dia-a-dia de uma delegacia de cidade grande. Não falo que é em Brasília, parece que é uma cidade qualquer”, adianta o policial. “Não citei os nomes verdadeiros, mas quem ler vai saber que falo dele”, completa.

    Alguns casos são malresolvidos ou tiveram alguma situação que impediu a conclusão da perícia. “Não existe crime insolúvel, mas, sim, mal investigado. Bem como não existe crime perfeito e sim perícia mal feita”, diz a frase de destaque na contracapa do livro. Para escrever as crônicas, Laranjeiras criou um personagem para representá-lo, o CRP. “Não gosto de narrar em primeira pessoa, prefiro relatar”, explica.

    O livro foi escrito em apenas uma semana. Apesar de estar aposentado há oito anos por tempo de serviço, o trabalho foi apenas puxar na memória os casos que chamaram mais atenção durante a carreira policial. “Escrevi com a intenção de criar uma memória para a polícia, que não tem nenhuma”, explica.

    O dom da escrita foi descoberto enquanto era policial. Carlito Laranjeiras era conhecido nas delegacias onde trabalhou como o rei do relatório. “Sempre tive facilidade em escrever, meus relatórios eram cheios de detalhes. A prática me ensinou a redigir”, diz.

    O policial adotou o pseudônimo por achar que não tinha nome de escritor. “Fiz uma relação de 20 nomes e dei para uma numeróloga, ela disse que esse seria melhor, então anulei os outros”, lembra.

    Mineiro de Araxá, o agente de polícia mudou para Brasília em 1962 e dois anos depois ingressou nos quadros da Polícia Civil do DF. Trabalhou em diversas delegacias, nas quais ocupou cargos de chefia. Aposentou-se há oito anos, com 32 anos de serviço. Atualmente, mora no Lago Sul, é casado pela segunda vez e tem dois filhos.

    O agora escritor já tem mais dois livros prontos, um sobre a história do Brasil, mas contando como se fosse de outro país, e um de piadas. Para ele, escrever é um passatempo, já que dá um lucro mínimo, ele faz só pelo prazer de escrever. “Talvez eu escreva outro de crônicas. Meus amigos policiais já me procuraram dizendo que têm histórias engraçadas também, pois sabem contar, mas não sabem escrever. As pessoas que já leram disseram que terminam querendo mais. Quem sabe não vem um volume dois. “, conclui o policial.

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