O pequeno número de reumatologistas no País reflete-se na saúde pública. “Apesar de termos estes especialistas em todo o País, o quadro é muito reduzido em hospitais e postos da rede pública. O Estado de Pernambuco, por exemplo, tem apenas três”, garante Fernando Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Isto se explica, segundo ele, porque a política do Ministério da Saúde é contratar clínicos gerais. E é por isso que a SBR está tentando, de acordo com o dr. Cavalcanti, uma negociação junto ao Ministério para treinar os clínicos gerais, no campo da reumatologia, em todos os postos de saúde do País.
O presidente da SBR acredita que a população tem um papel de suma importância para que a saúde pública ofereça um melhor tratamento para os pacientes com doenças reumáticas. “Organizadas, estas pessoas podem exigir seus direitos”, argumenta.
O dr. Fernando Cavalcanti explica que a situação dos medicamentos nessa área, para quem não tem dinheiro, é um pouco complicada, principalmente no que diz respeito aos novos medicamentos. “Estes são muito caros e poucos estão acessíveis no SUS. Contudo, mesmo os medicamentos tradicionais andam meio em falta ou estão em quantidade limitada nas prateleiras dos postos e hospitais públicos”, afirma o médico.
Alguns desses medicamentos mais caros estão sendo conseguidos em alguns estados brasileiros via medida judicial.
Enquanto o Ministério da Saúde não baixa uma portaria viabilizando as caras novidades farmacológicas do mercado para quem não tem como comprá-las, resta à população se prevenir das doenças reumáticas.
Os especialistas da Sociedade Brasileira de Reumatologia sugerem que as pessoas procurem uma alimentação mais equilibrada e à base de cálcio (o leite desnatado é rico desta fonte), mantenham atividades físicas regulares e procurem fazer exames médicos para detectar a chegada das enfermidades ligadas aos ossos e articulações.