Um em cada dez medicamentos vendidos no mundo é uma falsificação, que na melhor das hipóteses não causa efeito algum, mas na pior, pode levar à morte. Praga nos países pobres, a falsificação farmacêutica tende a se alastrar agora para os países desenvolvidos, principalmente nas vendas pela internet. Segundo as autoridades de saúde americanas, as falsificações representam 10% do mercado farmacêutico mundial e rendem US$ 32 bilhões ao ano para os traficantes. Nos países pobres, a proporção dos remédios falsos – às vezes vendidos na rua por unidade –, chega a 25%. Nos países desenvolvidos, a falsificação engloba essencialmente produtos caros (hormônios, corticóides), vendidos geralmente pela internet ou, mais excepcionalmente, mediante infiltração nos circuitos de distribuição. Relativamente fáceis de fabricar, os medicamentos tendem a seguir um circuito similar ao do tráfico de drogas. “Não é muito diferente fazer comprimidos de remédios falsificados e comprimidos de ecstasy”, disse Yves Juillet, presidente do comitê contra a falsificação da Associação de Indústrias Farmacêuticas (Leem). Nigéria, China e os países da antiga União Soviética são os principais apontados pela indústria farmacêutica.