Instalações, flexografias, serigrafias, fotos e esculturas. Essas técnicas compõem três diferentes exposições. O Conjunto Cultural da Caixa abre amanhã as mostras O Caminho se Faz ao Andar, da gaúcha Beth Turkieniez, Ana C., da carioca Monica Barki, e Cartas para Ralph (Ortophedia), da alagoana Andrea Farias.
A Galeria Museu recebe as instalações da artista plástica Beth Turkieniez. Em O Caminho se Faz ao Andar ela apresenta 120 obras, de dimensões diversas, entre pinturas, desenhos e esculturas. São trabalhos que levam o público ao universo feminino de antigamente e de hoje.
A artista produziu as obras após uma viagem à França, onde inspirou-se no relacionamento do rei com suas mulheres. São figuras em gesso e recobertas de fuligem, uma série de sapatos escultóricos, mesas, cadeiras, jóias, que compõem um ambiente de Corte.
Além da mostra da galeria, Beth fará uma instalação nos jardins do Conjunto Cultural, onde mistura vegetação artificial com peças em aramado na exposição No Vôo das Borboletas, o Refúgio dos Vaga-lumes. “À noite, as plantas são iluminadas e o visual encanta quem passa por lá”, diz a artista.
Na Galeria Piccola II, estará a exposição Ana C. – Flexografias e serigrafias de Monica Barki. A artista faz uma instalação de nove bobinas de papel reciclado impressas em flexografia e expõe duas séries fotográficas, com 12 fotos cada, que formam a seqüência de uma perfomance, como se as pessoas fossem enroladas pelas bobinas presentes na mostra.
Essa técnica de impressão consiste em um sistema de impressão rotativa. Monica faz o desenho no computador, grava em uma chapa de borracha (fotopolímero), que é flexível e se torna um cilindro. O papel reciclado então vai passando por vários cilindros, cada um tem uma cor, e o rolo vai sendo impresso, com imagens repetidas.
A terceira artista é de Alagoas, mas mora em Brasília. Andrea Farias realiza a mostra Cartas para Ralph (Ortophedia), na Galeria Piccola I. É uma série de imagens de corpos estranhos, hermafroditas, siameses, deformados, cheios de mãos, entre outras composições diferentes.
A artista constrói corpos e faz uma seqüência de fotos que formam uma narrativa. Os materiais usados são do cotidiano, como meia-calça, látex, couro, tecido. O resultado são estranhas criaturas.