A obesidade mórbida é um termo cada vez mais comum de ser ouvido, em função do agravamento desta doença. Nestes casos extremos, onde algumas pessoas passam a ter, inclusive, dificuldade para andar, a mesa de operação tem sido muito procurada em todo o mundo, o que proporcionou o aparecimento de novas cirurgias, cada vez mais sofisticadas.
“Este termo, obesidade mórbida, foi criado na década de 60 para definir a gravidade do problema nos Estados Unidos”, explica o dr. Marco Leite. O especialista informa ainda que a expressão é usada “não para definir o aspecto físico, mas o aspecto da doença que ele tem”.
Mas, como saber se você é um obeso mórbido? Tecnicamente a obesidade desse tipo é medida por uma equação que define o Índice de Massa Corporal (IMC). Esta equação divide o peso do indivíduo por sua altura elevada ao quadrado. Se o valor encontrado for igual ou maior do que 40, está detectado o problema.
Contudo, a obesidade também é morbida naqueles doentes onde o valor do ICM é de 35 a 40, ou igual a 35, acompanhado de comorbidades, ou seja, aquelas doenças que a pessoa tem paralelamente ao excesso de peso, como, por exemplo, a hipertensão arterial e a diabetes tipo 2.
Quem tem uma obesidade deste tipo, segundo estudos científicos, costumam ter uma expectativa de vida menor. Elas vivem menos se comparadas às outras pessoas, justamente por causa de outros problemas de saúde agravados por aquela doença.
O psicológico destes pacientes também é afetado, já que tendem ao isolamento, a ficar deprimidas e ansiosas, a se relacionar com outros indivíduos, sem falar na dificuldade de mobilidade física e no preconceito que as dificultam, por sua vez, por exemplo, de conseguir emprego e namorar.