Dois estudos independentes realizados nos Estados Unidos e na China confirmaram que o exercício é o melhor remédio contra a obesidade e as doenças causadas pelo excesso de peso. As pesquisas também confirmam que as crianças dos países industrializados fazem pouco exercício e, por consequência disso, ficam mais expostas a doenças como a diabete e as cardiopatias.
Calcula-se que mais de 60% da população dos EUA sofrem com o excesso de peso, e que 15% dos jovens menores de 19 anos já apresentam os sintomas desses problemas de saúde. Um dos estudos, realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia com mais de 850 crianças e jovens, mostrou que um pouco de exercício pode determinar se uma pessoa tem um peso normal ou excessivo.
A pesquisa, publicada na edição de abril dos Arquivos de Medicina Pediátrica e de Adolescentes da Associação Médica dos EUA, apontou que as crianças com peso normal realizavam quatro minutos a mais de exercícios num dia que os que apresentavam excesso de peso. Por outro lado, as crianças que comem mais frutas e hortaliças também tendem a manter um peso normal.
No segundo estudo, publicado pela revista Circulation, da Associação de Cardiologia dos Estados Unidos, cientistas da Universidade da China em Hong Kong estudaram 54 meninos e 28 meninas com menos de 10 anos que apresentavam excesso de peso ou eram obesos. Aos 9 anos de idade, a função vascular dessas crianças era igual à de pessoas de 45 anos que fumavam há mais de uma década, disse o doutor Kam Woo, diretor do estudo.
“Ficamos surpresos que as crianças tivessem desenvolvido anormalidades vasculares tão cedo. Além disso, nos surpreendeu a forma em que estas puderam ser revertidas com simples medidas vinculadas a seu estilo de vida”, acrescentou.
Durante o estudo, ELAS se encontravam com uma nutricionista duas vezes por semana após consumir de 900 a 1.200 calorias em dieta baixa em gorduras, mas com grande conteúdo de frutas, hortaliças e grãos integrais. Um ano depois, as que continuaram o programa de exercício apresentaram grande avanço no que se refere ao risco de doenças cardíacas, e tinham menos níveis de gordura corporal e de colesterol.