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EXCLUSIVIDADE ZERO

Arquivo Geral

12/06/2004 0h00

Fim de semana prolongado, grana curta para viajar. Uma boa dica é aproveitar que vai ficar em casa para assistir àqueles filmes que não pôde conferir no cinema. Mas aí vem a surpresa: um vídeo que está na prateleira dos lançamentos pode ter sido exibido na televisão. Um exemplo recente é o suspense Visões, do diretor Paul W. S. Anderson, exibido na TV aberta dia 29 de maio – mesmo período em que chegou às locadoras.

Walquiria Vaz, proprietária da Classic Vídeo há 14 anos, conta que por um título considerado lançamento é cobrado pelo menos o dobro do preço de um filme de catálogo. Normalmente, a locadora leva dois meses para cobrir o gasto com a aquisição, já que a média mensal de locações de um lançamento é de 20 vezes. Mas, se ele chega com preço de novidade e foi exibido na televisão, a procura é reduzida pela metade. “Ficamos no prejuízo. O cliente não aceita pagar o preço cobrado por lançamento”, diz Walquiria.

Alexandre Costa, proprietário da Cult Vídeo, concorda com ela. “O cliente acaba se sentindo enganado, e essa não é a nossa intenção”, justifica. Ele afirma que situações como essa não são incomuns. “Duas semanas depois do filme Infidelidade (do diretor Adrian Lyne, chegar às locadoras já estava na TV a cabo”, lembra. Walquiria cita ainda a ficção-científica Duna, de John Harrison, e o drama As Brumas de Avalon, de Uli Edel, exibidos pelos canais pagos simultaneamente à chegada nas locadoras.

A professora universitária Rose Carneiro costuma locar cinco DVDs por final de semana. Ela escolhe os filmes da prateleira de lançamento de acordo com duas condições. “Se o filme passou na TV ou ainda está no cinema, eu não alugo”, diz. “Nesse último caso, porque prefiro assisti-lo na telona”.

Rose cita o filme Adeus, Lênin, que já se encontra nas locadoras mesmo ainda estando em cartaz no cinema. “Para alugar um título considerado lançamento, pago R$ 5,50. Já por um de catálogo, R$ 2. É muita diferença para pagar por um filme exibido na televisão”, protesta.

Outro inimigo das locadoras está nos supermercados. Tânia Gonçalves, dona da Fox Vídeo, diz haver filmes que compra por preços variando entre R$ 98 e R$ 105, e que, que em menos de um mês, já estão nas prateleiras do mercado por menos da metade do preço. “Daí ficamos sem retorno, porque ninguém mais aluga a preço de lançamento”, completa.

Direitos autoraisA Casablanca, responsável pela distribuição do filme Visões, arrumou uma nova maneira de ressarcir o prejuízo das locadoras. Os proprietários dos estabelecimentos poderão escolher entre devolver o título ou receber 50% do valor pago de volta. “A postura deles foi muito bacana, porque normalmente as distribuidoras não se importam com isso”, elogia Walquíria Vaz.

Geralmente os direitos autorais dos filmes são vendidos separadamente, ou seja, uma empresa pode comprar o direito de exibi-lo em vídeo, e outra, na televisão. Uma terceira pode adquirir o direito de fazer a venda direta ao consumidor, como é feita pela internet ou nos hipermercados. Eventualmente, algo falha no meio de tantas cláusulas contratuais.

“Normalmente o filme leva três meses para sair do cinema e chegar às locadoras, outros três meses para ser exibido nas TVs por assinatura e até seis meses para chegar na TV aberta ou ser vendido diretamente ao consumidor”,a explica Alexandre Costa. “Mas isso pode variar de acordo com a política de cada empresa”.

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    12/06/2004 0h00

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    Walquiria Vaz, proprietária da Classic Vídeo há 14 anos, conta que por um título considerado lançamento é cobrado pelo menos o dobro do preço de um filme de catálogo. Normalmente, a locadora leva dois meses para cobrir o gasto com a aquisição, já que a média mensal de locações de um lançamento é de 20 vezes. Mas, se ele chega com preço de novidade e foi exibido na televisão, a procura é reduzida pela metade. “Ficamos no prejuízo. O cliente não aceita pagar o preço cobrado por lançamento”, diz Walquiria.

    Alexandre Costa, proprietário da Cult Vídeo, concorda com ela. “O cliente acaba se sentindo enganado, e essa não é a nossa intenção”, justifica. Ele afirma que situações como essa não são incomuns. “Duas semanas depois do filme Infidelidade (do diretor Adrian Lyne, chegar às locadoras já estava na TV a cabo”, lembra. Walquiria cita ainda a ficção-científica Duna, de John Harrison, e o drama As Brumas de Avalon, de Uli Edel, exibidos pelos canais pagos simultaneamente à chegada nas locadoras.

    A professora universitária Rose Carneiro costuma locar cinco DVDs por final de semana. Ela escolhe os filmes da prateleira de lançamento de acordo com duas condições. “Se o filme passou na TV ou ainda está no cinema, eu não alugo”, diz. “Nesse último caso, porque prefiro assisti-lo na telona”.

    Rose cita o filme Adeus, Lênin, que já se encontra nas locadoras mesmo ainda estando em cartaz no cinema. “Para alugar um título considerado lançamento, pago R$ 5,50. Já por um de catálogo, R$ 2. É muita diferença para pagar por um filme exibido na televisão”, protesta.

    Outro inimigo das locadoras está nos supermercados. Tânia Gonçalves, dona da Fox Vídeo, diz haver filmes que compra por preços variando entre R$ 98 e R$ 105, e que, que em menos de um mês, já estão nas prateleiras do mercado por menos da metade do preço. “Daí ficamos sem retorno, porque ninguém mais aluga a preço de lançamento”, completa.

    Direitos autoraisA Casablanca, responsável pela distribuição do filme Visões, arrumou uma nova maneira de ressarcir o prejuízo das locadoras. Os proprietários dos estabelecimentos poderão escolher entre devolver o título ou receber 50% do valor pago de volta. “A postura deles foi muito bacana, porque normalmente as distribuidoras não se importam com isso”, elogia Walquíria Vaz.

    Geralmente os direitos autorais dos filmes são vendidos separadamente, ou seja, uma empresa pode comprar o direito de exibi-lo em vídeo, e outra, na televisão. Uma terceira pode adquirir o direito de fazer a venda direta ao consumidor, como é feita pela internet ou nos hipermercados. Eventualmente, algo falha no meio de tantas cláusulas contratuais.

    “Normalmente o filme leva três meses para sair do cinema e chegar às locadoras, outros três meses para ser exibido nas TVs por assinatura e até seis meses para chegar na TV aberta ou ser vendido diretamente ao consumidor”,a explica Alexandre Costa. “Mas isso pode variar de acordo com a política de cada empresa”.

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