É preciso separar as coisas. Neste mesmo espaço, em inúmeras oportunidades, foi destacado o trabalho do Pânico, que acaba se revelando como a melhor novidade da nossa tevê no campo do humor nesses últimos tempos. E com todas as virtudes, porque não é um caminho fácil. O último programa que veio do rádio e acabou dando certo na televisão foi o Balancê, que virou Perdidos na Noite e se consagrou como Domingão do Faustão. Isso há quase vinte anos. O Pânico continua na Jovem Pan FM, começou muito bem sua carreira no vídeo e possui um grande futuro pela frente, o que é facilmente previsível pelo interesse de outras emissoras no trabalho de Emílio Surita e companhia bela. Este é um aspecto. O trabalho desses meninos deve ser ressaltado. O que não pode é exagerar na tinta. O grupo ainda tem dificuldades em encontrar a linha divisória que determina o fim da graça e o começo do exagero. Expor continuadamente pessoas ao ridículo não é legal. Divulgar finais de filmes da Globo ou SBT também é, antes de mais nada, falta de respeito aos telespectadores. Isto, aliás, num passado recente já causou sérios problemas a muita gente boa por aí. O Pânico já mostrou que não necessita disso. É só ter mais juízo… Mas não muito.