Quando fez sua primeira participação especial na Globo, em um episódio do Sítio do Picapau Amarelo, Rodrigo Phavanello não esperava ser chamado para atuar em uma novela da emissora. “Foi uma surpresa muito boa, já que tinha retomado o teatro e estava investindo na carreira de ator”, diz Phavanello, que vive o apaixonado Roberval da novela das seis, Alma Gêmea.
Até 2000, ele era integrante do grupo Dominó, que havia reaparecido no ano anterior com o sucesso Baila, Baila Comigo. “Naquela época, meus fãs eram todos adolescentes. A gente tinha proximidade grande com o público, porque sempre fazia shows. Na TV, é bem diferente, não interagimos com os telespectadores. Fiquei conhecido por gente de todas as idades”.
Aos 28 anos, Rodrigo conta que começou a estudar teatro em sua cidade natal, Campinas, aos 14 anos. “Quando saí do Dominó, mudei para São Paulo e depois para o Rio, sempre estudando teatro”, lembra. Na Globo, afirma ter sofrido um pouco de preconceito por ser um ex-Dominó, “mas consegui ultrapassar essa fase mostrando que sei atuar”.
Em 2001, Rodrigo também foi eleito “Homem do Milênio” por leitores da revista G Magazine, na qual posou nu em março daquele ano. O ator evita falar sobre o assunto: “Acho que foi legal, mas hoje o meu trabalho é o Roberval, é nele que me concentro”, desconversa.
Romântico, o ator afirma que, assim como seu personagem, faria sacrifícios para ficar com quem gosta. “Mas não sou ingênuo como o Roberval. Ele assumiu o filho da Dalila, está muito apaixonado e sofre por não ser correspondido. Eu assumiria um filho que não é meu, mas a mulher teria de me amar muito”, afirma o ator.