A banda punk nova-iorquina Ramones vai parar no teatro. Os maiores sucessos do grupo que liderou o movimento punk nos anos 70, nos EUA, na versão além-Atlântico do som lançado pelos ingleses, farão parte de um musical que estreará, em breve, na Austrália.
A direção é de Andy Goldberg, que nos anos 90 foi responsável pelo hit alternativo Bomb-itty of Errors, e as coreografias (sim, coreografias) são de Paul Mercurio, que trabalhou no filme Strictly Ballroom, de Baz Luhrman. É uma tentativa de fazer uma versão roqueira de Mamma Mia, o bem-sucedido espetáculo que usa os sucessos do Abba. Gabba Gabba Hey tem direção musical de Tommy Ramone e inclui hits como I Wanna Be Sedated e Sheena is a Punk Rocker.
O espetáculo vai ser testado na cidade de Perth, na Austrália, em agosto, devendo ir parar em um teatro do circuito off-Broadway, em Nova York, em 2005.
História de amor De acordo com um dos produtores, Gabba Gabba Hey é uma espécie de “Grease em uma viagem de ácido”. O musical de 70 minutos tem 18 faixas dos Ramones, incluindo Beat on the Brat, Biltzkrieg Bop e 53rd & 3rd. “O espetáculo é esperto, mas tem coração: é retrô, mas também inovador”, diz um comunicado de lançamento do projeto. Talvez o mais esquisito para os fãs dos Ramones seja a descrição da trama: “uma história de amor com personagens coloridos tirados da região do Lower East Side, em Manhattan”.
Musicais que resgatam o catálogo de artistas famosos viram tendência no circuito internacional de espetáculos. We Will Rock You, contendo sucessos do Queen, estréia em agosto em Las Vegas, enquanto Lennon, com mais de 20 faixas do ex-beatle, abre as portas na Broadway em 2005.
O legado dos Ramones – considerada a mais importante banda da cena punk nova-iorquina dos anos 70 – continua ganhando força. Nas últimas semanas, o grupo voltou a ganhar atenção por conta do estado de saúde de Johnny Ramone, que luta contra o câncer.
Em 2001, os fãs do punk e vários nomes conhecidos do rock choraram a morte do cantor do grupo, Joey, enquanto o guitarrista Dee Dee sofreu uma overdose fatal no ano seguinte. Joey foi homenageado no ano passado em uma esquina, no bairro do East Village, em Nova York, a poucos metros do lendário clube CBGBs, onde a banda fez mais de 300 shows.