Menu
Promoções

Estresse em pais causa danos cerebrais em bebês

Arquivo Geral

09/10/2004 0h00

O estresse pode causar danos “devastadores” no cérebro dos bebês desde sua fase embrionárias até os primeiros anos de vida, segundo estudo divulgado esta semana no II Congresso Internacional sobre o Cérebro Humano que acontece em Roma. A questão foi levantada pelo psiquiatra americano Martin Teicher, da Harvard Medical School, que assegurou que 20% entre crianças e adolescentes são afetados por algum tipo de doença cerebral, um número que pode aumentar para mais de 50% em 2020.

Por trás destas doenças está freqüentemente o estresse, assegurou Teicher, que advertiu que em algumas ocasiões este mal pode ser constatado inclusive na fase embrionária, com conseqüências “desastrosas” para o cérebro.

Uma equipe de investigadores dirigidos pelo psiquiatra realizou vários estudos, nos quais comprovou as maléficas conseqüências do estresse sobre animais, mas “também existem evidências dos prejuízos ao homem”, assegurou Teicher. Os experimentos “mostraram que o estresse pré-natal e pós-natal, causado pela negação de afeto materno, por exemplo, influem notavelmente no desenvolvimento do cérebro”, explicou.

Assim, os testes permitiram a comprovação de que a falta de atenção materna tem, a longo prazo, efeitos concretos sobre o desenvolvimento da estrutura periférica do cérebro, do córtex e de algumas partes do cerebelo.

Teicher insistiu na necessidade de que os progenitores mostrem carinho ao bebê através de gestos e carícias, já que isso “contribui de modo fundamental para a capacidade que o bebê terá quando crescer para reagir ao estresse na vida futura”. “Já os bebês abandonados ou negligenciados por seus pais mostram respostas excessivas e irregulares ao estresse”, além de disfunções neurológicas “que na idade adulta podem levar à depressão e ao estresse pos-traumático”.

O conselho do psiquiatra foi claro: é necessário “brincar com os filhos, animá-los e motivá-los, o excesso de reprovações nunca é positivo, embora provenha da vontade de educar melhor a criança”.

    Você também pode gostar

    Estresse em pais causa danos cerebrais em bebês

    Arquivo Geral

    09/10/2004 0h00

    O estresse pode causar danos “devastadores” no cérebro dos bebês desde sua fase embrionárias até os primeiros anos de vida, segundo estudo divulgado esta semana no II Congresso Internacional sobre o Cérebro Humano que acontece em Roma. A questão foi levantada pelo psiquiatra americano Martin Teicher, da Harvard Medical School, que assegurou que 20% entre crianças e adolescentes são afetados por algum tipo de doença cerebral, um número que pode aumentar para mais de 50% em 2020.

    Por trás destas doenças está freqüentemente o estresse, assegurou Teicher, que advertiu que em algumas ocasiões este mal pode ser constatado inclusive na fase embrionária, com conseqüências “desastrosas” para o cérebro.

    Uma equipe de investigadores dirigidos pelo psiquiatra realizou vários estudos, nos quais comprovou as maléficas conseqüências do estresse sobre animais, mas “também existem evidências dos prejuízos ao homem”, assegurou Teicher. Os experimentos “mostraram que o estresse pré-natal e pós-natal, causado pela negação de afeto materno, por exemplo, influem notavelmente no desenvolvimento do cérebro”, explicou.

    Assim, os testes permitiram a comprovação de que a falta de atenção materna tem, a longo prazo, efeitos concretos sobre o desenvolvimento da estrutura periférica do cérebro, do córtex e de algumas partes do cerebelo.

    Teicher insistiu na necessidade de que os progenitores mostrem carinho ao bebê através de gestos e carícias, já que isso “contribui de modo fundamental para a capacidade que o bebê terá quando crescer para reagir ao estresse na vida futura”. “Já os bebês abandonados ou negligenciados por seus pais mostram respostas excessivas e irregulares ao estresse”, além de disfunções neurológicas “que na idade adulta podem levar à depressão e ao estresse pos-traumático”.

    O conselho do psiquiatra foi claro: é necessário “brincar com os filhos, animá-los e motivá-los, o excesso de reprovações nunca é positivo, embora provenha da vontade de educar melhor a criança”.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado