Apesar de não existir uma causa determinada para a anorexia, o estresse do dia-a-dia e a depressão podem desencadear o mal. A estudante Carla (*nome fictício), de 23 anos, teve a primeira manifestação da doença aos 15 anos, quando começou a emagrecer. Mas a crise veio aos 18, quando teve uma filha. Após dar à luz, teve depressão pós-parto por nove meses e a anorexia nervosa voltou.
Primeiro, consultou-se com o ginecologista, já que tinha acabado de ter bebê. Começou a tomar medicamentos para depressão e procurou uma nutricionista. Com 1,56 metro, chegou a pesar 42 quilos, após ter saído dos 60 quilos da gravidez.
“Comecei a recuperar o peso com exercícios físicos e com a dieta que a nutricionista passou. Hoje, sempre que fico muito ansiosa, perco o apetite e não consigo comer”, afirma Carla. Ela tem ânsia de vômito ao tentar se alimentar e chega a ficar alguns dias sem comer caso queira entrar em alguma roupa para ir a uma festa.
Ao contrário da maioria dos pacientes, que se vêem muito gordos, Carla não se achava gorda e percebia que estava emagrecendo, mas apesar disso queria perder mais peso. Atualmente, pesa 50 quilos e faz psicoterapia. Sua mãe sofre do mesmo problema.