Entre os fatores de risco relacionados à doença, o psicólogo Manoel Simão, da USP, cita o fato de que há uma chance três vezes maior de a mulher desenvolver depressão pós-parto na segunda gravidez, caso ela não tenha recebido tratamento adequado na primeira. Problemas de saúde durante a gestação e falta de suporte social também influem no aparecimento da doença.
De acordo com o pesquisador, os profissionais de saúde envolvidos (médicos, enfermeiras, agentes de saúde) devem observar esses fatores, além de também levarem em consideração os eventos vitais: acontecimentos estressantes que ocorrem sem controle da pessoa.
No caso da depressão pós-parto, estão associados brigas com o marido, a família e os amigos; dificuldades financeiras, insatisfação no emprego, separações, mortes de entes queridos, abortos anteriores e desapontamento com o gênero sexual do bebê.
característicasSimão explica que algumas características pessoais contribuem para a ocorrência da doença: ser solteira e muito jovem; gravidez indesejada; instabilidade emocional; ser imigrante; origem oriental ou negra em um país de cultura branca e ter mais de uma criança pequena em casa. “Estas características podem aparecer isoladas ou em conjunto e variam conforme as pesquisas e a cultura estudada”, conta.
Todos esses fatores devem ser observados para identificar se há chance de a mulher desenvolver depressão pós-parto. “Os profissionais devem avaliar a qualidade da rede de relacionamentos interpessoais da gestante, se é uma gravidez desejada, qual o contexto de moradia e emprego em que ela está inserida e se apresenta as características pessoais que podem levar à