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Estrela internacional

Arquivo Geral

11/02/2006 0h00

Há muitos anos que Rosa Passos ouve o pai repetir: “Um dia você vai cantar no Carnegie Hall (Nova York)”. Na época, só tinha como trunfo uma voz límpida e a admiração do mestre João Gilberto. Ainda estava peregrinando por palcos muito menos prestigiosos e, às vezes, se recolhia por longos períodos para cuidar dos filhos, à espera de convites mais sedutores.

Começou a gravar em 1979, mas sua carreira só deslanchou a partir de 96 e ela ainda precisou de dez anos para fazer a profecia do pai se concretizar. Demorou mas aconteceu: ontem, a brasileiríssima cantora, compositora e violonista baiana-brasiliense Rosa Passos se apresentou para um Carnegie Hall com lotação esgotada há semanas.

Ela já subira duas vezes no palco do mítico teatro nova-iorquino: esteve lá com o violoncelista Yo-Yo Ma na inauguração do Zankel Hall, em 2003, e voltou ano passado com Paquito D’Rivera para comemorar os 50 anos de carreira do músico cubano.
Mas agora é diferente: Rosa estava sozinha com seu violão, cantando para um público fiel, que a conhece melhor do que a maioria dos brasileiros e certamente muito melhor do que os brasilienses.
“As pessoas dizem que sou chamada de João Gilberto de saias, mas estou sempre de calça comprida. Desta vez, vou cantar de saia”, brincou, vaidosa, no lobby de um hotel em Nova York, dois dias antes do show. “Vou começar com Bahia com H e encerrar com Aquarela do Brasil”, anunciou.
Perfeccionista Com uma voz afinadíssima, um repertório impecável e perfeccionista ao extremo, Rosa é reverenciada internacionalmente por críticos, convidada a gravar com grandes músicos e aplaudida em concertos pelo mundo afora. Os jornais americanos dizem que ela canta um pouco como Elis Regina, mas tem a articulação rítmica de Ella Fitzgerald, não por acaso duas das suas musas.

Este ano, a agenda de Rosa está repleta de concertos internacionais entre maio e julho, numa grande turnê de lançamento do seu novo disco, Rosa, Solo e Violão, que sai em maio, simultaneamente nos Estados Unidos e na Europa.

Numa comprovação da tese de Tom Jobim de que os brasileiros desconfiam de quem faz sucesso no exterior, ainda falta acertar as salas em que Rosa vai se apresentar em São Paulo e Brasília, assim como ainda é preciso encontrar um distribuidor para o CD feito pela sua nova gravadora americana, a Telarc Jazz.
No Rio, não há previsão de concertos e a última vez que ela cantou para os cariocas foi na Modern Sound, num pocket show, em dezembro de 2004.

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