Menu
Promoções

Estrangeiros de olho na produção nacional

Arquivo Geral

13/11/2003 0h00

Em contagem regressiva, o secretário de Cultura Pedro Bório anunciou, ontem, os últimos detalhes do 36° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – que começa na próxima terça-feira – e comentou sobre 1° Mercado do Filme Brasileiro, que promoverá a apresentação de filmes para 30 produtores internacionais.

Há seis dias do início do Festival, foram confirmados 15 distribuidores europeus, sete norte-americanos, três mexicanos, um canadense e cinco latino-americanos. Eles vão prestigiar 194 filmes que não competirão no Festival.

Entre elas, estão Gala Films Distributors, do Reino Unido, a produtora italiana RAI, o prestigiado canal francês ARTE, as empresas aéreas AirLines dos EUA e AirFrance, da França, TLA Releasing e Echo Lake Productions dos EUA.

Os filmes, que são 63 longas-metragens, 55 documentários e 78 curtas, serão apresentados também ao público, no Mercado de Cinema, que ocorrerá no Hotel Nacional, de 19 a 24 de novembro.

Com a apresentação dos filmes para produtores estrangeiros, o Festival ganha novo parâmetro quanto à sua finalidade. Na 36 ª edição, o evento aposta na exportação de filmes nacionais, aumentando a visibilidade do trabalho cinematográfico brasileiro no mundo e obtendo retorno financeiro.

Um dos canais responsáveis pela divulgação e comercialização dos filmes nacionais no mercado externo é a empresa Grupo Novo de Cinema e Brazilian Cinema Promotion. Elas coordenam a Programa de Promoção Internacional do Cinema Brasileiro, graças aos recursos da Agência de Promoção de Exportações Brasil (Apex) e Agência Nacional de Cinema (Ancine).

Durante a coletiva à imprensa, Bório ressaltou que a cultura é uma atividade econômica muito importante para a cidade. “A cultura e as atividades conexas relacionadas ao turismo e à divulgação da imagem têm uma potência muito grande no futuro econômico do Distrito Federal”, revela.

Quanto à expectativa dos organizadores do Festival, estimava-se que somente 30 filmes se inscreveriam para o Mercado de Cinema. “Ficamos muito surpresos com a quantidade de inscritos. Isso mostra a potência do mercado cinematográfico que só tende aumentar no Brasil”, afirma Fernando Adolfo, diretor do Festival.

O secretário afirmou ainda que o custo para realizar o Festival este ano gira em torno de R$ 1,8 milhão, muito abaixo de outros festivais e mostras de cinemas nacionais. Entre os patrocinadores, que representam 60% dos recursos do evento, estão Banco de Brasília, Banco do Brasil, Terracap, Kodak etc.

Além disso, 80 profissionais estão trabalhando diretamente com o evento. “Estamos indo longe, já que podemos considerar que realizamos o maior festival de cinema do País, com pouco recursos”, comenta Bório.

Em relação às verbas, o secretário espera que alguns patrocinadores importantes retornem o investimento e que as loterias culturas sejam adotadas rapidamente, uma vez que geram renda para a Secretaria de Cultura.

A expectativa de público para este ano é de mais de 70 mil pessoas em todas as salas onde serão exibidos os filmes do Festival. Entre as apresentadoras, Patrícia Pillar abrirá o evento dia 18, e Zezé Motta encerrará dia 25.

Quanto à composição do júri da premiação dos filmes de 35mm, estão confirmados o cineasta Luiz Fernando Carvalho, o produtor Márcio Cury, o jornalista e crítico de cinema José Geraldo Couto, diretor e fotógrafo Affonso Beatto, atriz e diretora Ana Miranda, o prestigiado cineasta francês Alain Fresnot e o ator Raul Cortez.

    Você também pode gostar

    Estrangeiros de olho na produção nacional

    Arquivo Geral

    13/11/2003 0h00

    Em contagem regressiva, o secretário de Cultura Pedro Bório anunciou, ontem, os últimos detalhes do 36° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – que começa na próxima terça-feira – e comentou sobre 1° Mercado do Filme Brasileiro, que promoverá a apresentação de filmes para 30 produtores internacionais.

    Há seis dias do início do Festival, foram confirmados 15 distribuidores europeus, sete norte-americanos, três mexicanos, um canadense e cinco latino-americanos. Eles vão prestigiar 194 filmes que não competirão no Festival.

    Entre elas, estão Gala Films Distributors, do Reino Unido, a produtora italiana RAI, o prestigiado canal francês ARTE, as empresas aéreas AirLines dos EUA e AirFrance, da França, TLA Releasing e Echo Lake Productions dos EUA.

    Os filmes, que são 63 longas-metragens, 55 documentários e 78 curtas, serão apresentados também ao público, no Mercado de Cinema, que ocorrerá no Hotel Nacional, de 19 a 24 de novembro.

    Com a apresentação dos filmes para produtores estrangeiros, o Festival ganha novo parâmetro quanto à sua finalidade. Na 36 ª edição, o evento aposta na exportação de filmes nacionais, aumentando a visibilidade do trabalho cinematográfico brasileiro no mundo e obtendo retorno financeiro.

    Um dos canais responsáveis pela divulgação e comercialização dos filmes nacionais no mercado externo é a empresa Grupo Novo de Cinema e Brazilian Cinema Promotion. Elas coordenam a Programa de Promoção Internacional do Cinema Brasileiro, graças aos recursos da Agência de Promoção de Exportações Brasil (Apex) e Agência Nacional de Cinema (Ancine).

    Durante a coletiva à imprensa, Bório ressaltou que a cultura é uma atividade econômica muito importante para a cidade. “A cultura e as atividades conexas relacionadas ao turismo e à divulgação da imagem têm uma potência muito grande no futuro econômico do Distrito Federal”, revela.

    Quanto à expectativa dos organizadores do Festival, estimava-se que somente 30 filmes se inscreveriam para o Mercado de Cinema. “Ficamos muito surpresos com a quantidade de inscritos. Isso mostra a potência do mercado cinematográfico que só tende aumentar no Brasil”, afirma Fernando Adolfo, diretor do Festival.

    O secretário afirmou ainda que o custo para realizar o Festival este ano gira em torno de R$ 1,8 milhão, muito abaixo de outros festivais e mostras de cinemas nacionais. Entre os patrocinadores, que representam 60% dos recursos do evento, estão Banco de Brasília, Banco do Brasil, Terracap, Kodak etc.

    Além disso, 80 profissionais estão trabalhando diretamente com o evento. “Estamos indo longe, já que podemos considerar que realizamos o maior festival de cinema do País, com pouco recursos”, comenta Bório.

    Em relação às verbas, o secretário espera que alguns patrocinadores importantes retornem o investimento e que as loterias culturas sejam adotadas rapidamente, uma vez que geram renda para a Secretaria de Cultura.

    A expectativa de público para este ano é de mais de 70 mil pessoas em todas as salas onde serão exibidos os filmes do Festival. Entre as apresentadoras, Patrícia Pillar abrirá o evento dia 18, e Zezé Motta encerrará dia 25.

    Quanto à composição do júri da premiação dos filmes de 35mm, estão confirmados o cineasta Luiz Fernando Carvalho, o produtor Márcio Cury, o jornalista e crítico de cinema José Geraldo Couto, diretor e fotógrafo Affonso Beatto, atriz e diretora Ana Miranda, o prestigiado cineasta francês Alain Fresnot e o ator Raul Cortez.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado