Na noite da última segunda-feira, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, realizou-se a escolha e entrega do Prêmio Contigo, que não é destinado a todos os setores da nossa tevê, mas somente àqueles que trabalham em novelas. Foi uma festa alegre e bonita, com cobertura direta da TVA. Presença maciça do pessoal da Globo, como não poderia deixar de ser, e poucos representantes de outras emissoras. A Record enviou seu presidente, Alexandre Raposo, Roberto Justus, Ana Hickmann e parte do elenco da novela A Escrava Isaura. O diretor Herval Rossano, acompanhado por Mayara Magri, também marcou presença e, apesar da sua torcida, Isaura, que concorreu em algumas categorias, não levou prêmios. Todos foram destinados aos artistas e às produções globais. Lado social e preferências à parte, é importante ressaltar a atenção e carinho com que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, foi tratado pelos artistas presentes. Suzana Vieira, inclusive, quando chamada ao palco, destacou a presença do seu antigo diretor, a sua importância na história da Rede Globo como grande artífice de tudo, e disse, a quem quisesse ouvir: “Nos tempos dele, escalação de novela era coisa séria. Não aconteciam os erros de agora”. Curiosamente, no Jornal da Globo, bem mais tarde, foi exibida uma matéria sobre o acontecimento, mostrando o Boni no palco, fazendo a entrega de um prêmio, mas sem que o seu nome fosse citado no texto em off, lido pelo apresentador Chico Pinheiro. No mínimo, falta de educação, consideração, respeito e reconhecimento a um homem que colaborou muito para fazer da Globo o que é. Meus pêsames a quem, dentro da Globo, fez do Boni um nome proibido. Agora se percebe que a sua ausência e a falta de um registro à sua figura na festa dos 40 anos não foi tão somente simples esquecimento. Curiosamente, foi ele, Boni, o homem escolhido pelos organizadores para entregar o prêmio dos 40 anos da Rede Globo, representada pelos atores Tarcísio Meira e Glória Menezes. Aliás, uma frase do próprio Tarcísio: “A Globo tem a cara do Boni”.