São Paulo – O terceiro dia de São Paulo Fashion Week reuniu grandes estrelas da criação e grandes marcas. Além de mais tumultuado, as apresentações foram bem melhores que no dia anterior.
Ao que tudo indica, a consumidora dos trópicos usará vestidos longelíneos e conjuntos coordenados de saia e blusa.
A tarde começou com a festa junina de Alexandre Herchcovitch, que costurou o jeans em patchwork com nada menos que fio dental de menta. Silhueta seca, estruturada e divinos vestidos com babados nas barras que pareciam voar a cada passo da modelo. Verão multicolorido de estamparias num resultado caipira contemporâneo. Ao final, o estilista Clodovil levantou-se da cadeira e lhe ofereceu um buquê de tulipas brancas.
Lino Villaventura veio na seqüência, para instigar ainda mais as emoções, com homenagem à lendaria Diana Vreeland, mulher imponente que atuou como editora da Vogue América. Túnicas, recortes gráficos, pantalonas e estampas exuberantes em sedas, chanel e musselines. Estilo mulher rica e glamourosa dos anos 20. Turbantes, cristais e longos colares. Foi aplaudido de pé.
Jum Nakao fez uma coleção simples e técnica suavizada por finas tramas verticais e bordados aplicados nas extremidades das peças. Usou muitas saias evasês no joelho de tules devores e revitalizou as saias-calças em jacards de georgetes, sempre coordenando-as com camisetas geométricas confeccionadas com fio tecnológicos.
Na coleção de Jum, todas as cores são possíveis, uma vez que as estampas eram gráficas e miniflorais. Coleções ricas, criativas e absolutamente fáceis de usar. Cazé deu o tom divertido do dia, fechando o desfile de Rodrigo Fraga na garupa de uma bicicleta.