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Esperança em Lula assusta

Arquivo Geral

30/11/2004 0h00

A esperança em Lula, sobre partidos políticos, Congresso e ações ministeriais depositada por antigos companheiros de luta sindical do ABC paulista – que representa fidedignamente o sentimento da maioria dos trabalhadores brasileiros – assusta. O filme Peões, documentário de Eduardo Coutinho apresentado na última sexta-feira na mostra competitiva do 37º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, mostra que a crença na política lançada por Luiz Inácio Lula da Silva é luz no final do tunel dos metalúrgicos até hoje.

Quem vive em Brasília e não convive com a massa trabalhadora do País não imagina o que é isso. O Brasil que os bem-remunerados servidores públicos federais desconhecem é formado por gente como aquela mostrada pela lente jornalística de Coutinho. Gente que aprova a reforma da Previdência e que não tolera casos de corrupção no governo.

Mas o filme Peões, construído sobre as entrevistas e não sobre Lula ou as pessoas – seus colegas nos anos de chumbo e atores principais da fita – não consegue convencer o espectador como um filme. Dessa perspectiva, o documentário é fraco. Mas como reportagem, é imbatível. Visto que ninguém, até agora, conseguiu chegar tão perto da origem política do presidente da República, com tanta franqueza e com tamanha verossimilhança.

A linguagem documentarista – aqui vai uma observação de longa data –, inclusive, deveria ser excluída da mostra competitiva de qualquer festival. Os documentários deveriam ter uma categoria específica em competições como estas. Não dá para se comparar jornalismo, que é a base desse trabalho, com romance, ficção, terror, etc.

O filme de Eduardo Coutinho prende a atenção por que narra uma bela história, é breve, apenas 85 minutos e não se prende a heroísmo premeditado. Ao contrário, fala de um herói popular antes de ele ser reconhecido como tal por 52 milhões de brasileiros que apostaram nele contra tudo que é ruim e que imperava – e ainda impera – nesse País.

E é isso que assusta: a comprovação de que Lula é a esperança para o povo, mas sem o apoio verdadeiro dos políticos.

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    30/11/2004 0h00

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    Quem vive em Brasília e não convive com a massa trabalhadora do País não imagina o que é isso. O Brasil que os bem-remunerados servidores públicos federais desconhecem é formado por gente como aquela mostrada pela lente jornalística de Coutinho. Gente que aprova a reforma da Previdência e que não tolera casos de corrupção no governo.

    Mas o filme Peões, construído sobre as entrevistas e não sobre Lula ou as pessoas – seus colegas nos anos de chumbo e atores principais da fita – não consegue convencer o espectador como um filme. Dessa perspectiva, o documentário é fraco. Mas como reportagem, é imbatível. Visto que ninguém, até agora, conseguiu chegar tão perto da origem política do presidente da República, com tanta franqueza e com tamanha verossimilhança.

    A linguagem documentarista – aqui vai uma observação de longa data –, inclusive, deveria ser excluída da mostra competitiva de qualquer festival. Os documentários deveriam ter uma categoria específica em competições como estas. Não dá para se comparar jornalismo, que é a base desse trabalho, com romance, ficção, terror, etc.

    O filme de Eduardo Coutinho prende a atenção por que narra uma bela história, é breve, apenas 85 minutos e não se prende a heroísmo premeditado. Ao contrário, fala de um herói popular antes de ele ser reconhecido como tal por 52 milhões de brasileiros que apostaram nele contra tudo que é ruim e que imperava – e ainda impera – nesse País.

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