Se o Casseta & Planeta era escrachado nos curtos episódios da TV, imagine o que os humoristas seriam capazes de fazer em 90 minutos numa tela muito maior do que a usual? Depois de fermentar por cinco anos a idéia de realizar um longa-metragem, os “cassetas” lançam o seu primeiro filme, com direito a uma história linear, mas sem esquecer as inserções cômicas características da série.
Em Casseta & Planeta – A Taça do Mundo é Nossa, a trupe de Bussunda, Hubert, Hélio de la Peña, Reinaldo, Beto Silva, Marcelo Madureira, Cláudio Manoel e Maria Paula volta à época do militarismo, precisamente na década de 70. O Brasil acaba de conquistar a taça da Copa do Mundo de Futebol. Os militares querem a ordem e um grupo de três panacas resolve se revoltar contra o governo não menos palerma.
Wladimir (Bussunda) lidera o cantor frustrado Peixoto Carlos (Hubert) e o malsucedido terrorista Denilson (Hélio de la Peña) no grupo anarquista Panac. Para um governo justo e liberal, os três roubam a taça do tri da Seleção, diretamente das mãos do capitão Carlos Alberto Torres, e seqüestram a filha de um general.
Nesse meio tempo, o Casseta faz paródias musicais, brinca sobre a temática da guerra e do militarismo e sacaneia até Che Guevara. Em coletiva de imprensa realizada em Brasília, na semana passada, os humoristas revelaram curiosidades dos bastidores do filme e alertaram que, apesar das críticas e das referências ao militarismo, não se trata de nenhuma trama cabeça. “Ninguém precisa ler os livros nem ter vivido na época para entender o filme, porque ele é simplesmente uma grande babaquice”, definiu Bussunda.
Antes mesmo antes de sair o resultado de bilheteria do filme, Casseta & Planeta já planeja novos longas. “A idéia é tentar fazer um cada dois anos. Isso é, se as pessoas suportarem”, brinca.