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Erudito popular brasileiro

Arquivo Geral

12/05/2004 0h00

Chopin, Bach, Astor Piazolla, Luís Gonzaga, Noel Rosa e Villa-Lobos estarão reunidos, hoje à noite, no Pátio Brasil Shopping, pelos teclados do pianista carioca Arthur Moreira Lima. Ele é o quarto convidado do Projeto Vitrine MPB 2004 e se apresenta a partir das 19 horas na praça central, com entrada franca. Moreira Lima promete que pelas teclas de seu piano passarão clássicos da MPB e da música européia. O pianista já tocou no shopping brasiliense na primeira edição desse projeto cultural, em 1999.

“Nos meus shows procuro interagir com o público. Explico sobre cada autor e faço correlações. Chopin e Villa-Lobos, por exemplo, trabalharam com o folclore”, destaca o pianista. Para Moreira Lima, há uma fusão entre o erudito e o popular. Ambos são aclamados e, portanto, podem ser classificados como obras clássicas. “Beethoven não deixa de ser popular. E Pixinguinha é consagrado. Há um ponto de encontro entre eles”, acredita o músico. Ele avisa que o repertório de suas apresentações depende da reação da platéia.

Do público, aliás, Arthur Moreira Lima está cada vez mais próximo. No ano passado, criou o projeto Um Piano pela Estrada, que objetiva levar a música de concerto a lugares carentes de cultura e atrair a participação da comunidade. O músico transformou a carroceria de um caminhão Scania em um palco-móvel e nele tocou em 12 municípios às margens do Rio São Francisco.

O projeto reuniu um público de quase 60 mil pessoas. “Muitas delas nunca tinham assistido a um concerto”, ressalta Arthur. Ele conta que ficou encantado com a participação dos moradores da cidade de Ibotirama, no interior da Bahia. ” A comunidade inteira estava presente. Do prefeito ao limpador de rua”.

ConfortávelQuestionado sobre a diferença entre tocar em teatro, em shopping e ao ar livre, Moreira Lima é enfático: público em pé não dá. “Se estiverem todos sentados, é como no teatro. O público fica mais confortável e pode se concentrar melhor”, avalia. E emenda “Se não for assim, ao final do show, como poderão dizer que eu fui aplaudido de pé se eles já estiverem em pé?”.

A turnê Um Piano pela Estrada começou em São Roque em Minas Gerais foi até Penedo, em Alagoas, cortando a Bahia, Sergipe e Pernambuco. A esposa e a enteada do músico, as dentistas Margareth Monteiro Garrett e Graziela Garrett da Silva, acompanharam Moreira Lima, visitando as escolas e comunidades mais carentes para dar noções de higiene bucal, prevenção de doenças e nutrição. “Aproveitamos a excursão para aliar educação, cultura e saúde”, conta o pianista. Em breve, o trio fará o caminho percorrido pelos bandeirantes, no interior do país.

Nascido no Rio de Janeiro em 1940, Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos, e já aos nove tocava um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Desde então colecionou prêmios nacionais e internacionais como solista e morou na Áustria, na Rússia e na França. De volta à terra natal, infiltrou-se na música popular e acrescentou em seu repertório compositores como Pixinguinha, Noel Rosa e Luís Gonzaga.

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    12/05/2004 0h00

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    “Nos meus shows procuro interagir com o público. Explico sobre cada autor e faço correlações. Chopin e Villa-Lobos, por exemplo, trabalharam com o folclore”, destaca o pianista. Para Moreira Lima, há uma fusão entre o erudito e o popular. Ambos são aclamados e, portanto, podem ser classificados como obras clássicas. “Beethoven não deixa de ser popular. E Pixinguinha é consagrado. Há um ponto de encontro entre eles”, acredita o músico. Ele avisa que o repertório de suas apresentações depende da reação da platéia.

    Do público, aliás, Arthur Moreira Lima está cada vez mais próximo. No ano passado, criou o projeto Um Piano pela Estrada, que objetiva levar a música de concerto a lugares carentes de cultura e atrair a participação da comunidade. O músico transformou a carroceria de um caminhão Scania em um palco-móvel e nele tocou em 12 municípios às margens do Rio São Francisco.

    O projeto reuniu um público de quase 60 mil pessoas. “Muitas delas nunca tinham assistido a um concerto”, ressalta Arthur. Ele conta que ficou encantado com a participação dos moradores da cidade de Ibotirama, no interior da Bahia. ” A comunidade inteira estava presente. Do prefeito ao limpador de rua”.

    ConfortávelQuestionado sobre a diferença entre tocar em teatro, em shopping e ao ar livre, Moreira Lima é enfático: público em pé não dá. “Se estiverem todos sentados, é como no teatro. O público fica mais confortável e pode se concentrar melhor”, avalia. E emenda “Se não for assim, ao final do show, como poderão dizer que eu fui aplaudido de pé se eles já estiverem em pé?”.

    A turnê Um Piano pela Estrada começou em São Roque em Minas Gerais foi até Penedo, em Alagoas, cortando a Bahia, Sergipe e Pernambuco. A esposa e a enteada do músico, as dentistas Margareth Monteiro Garrett e Graziela Garrett da Silva, acompanharam Moreira Lima, visitando as escolas e comunidades mais carentes para dar noções de higiene bucal, prevenção de doenças e nutrição. “Aproveitamos a excursão para aliar educação, cultura e saúde”, conta o pianista. Em breve, o trio fará o caminho percorrido pelos bandeirantes, no interior do país.

    Nascido no Rio de Janeiro em 1940, Arthur Moreira Lima começou a estudar piano aos seis anos, e já aos nove tocava um concerto de Mozart com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Desde então colecionou prêmios nacionais e internacionais como solista e morou na Áustria, na Rússia e na França. De volta à terra natal, infiltrou-se na música popular e acrescentou em seu repertório compositores como Pixinguinha, Noel Rosa e Luís Gonzaga.

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