O tratamento oferecido nos Centros de Especialidades Odontológicas dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde bucal integradas ao Programa Saúde da Família (PSF). Esses profissionais são responsáveis pelo primeiro atendimento ao paciente e encaminham aos centros os casos mais complexos.
Entre dezembro de 2002 e setembro deste ano, o número de equipes cresceu 106,8% em todo o país, chegando a 8.812, distribuídas em 3.228 municípios. Com a ampliação das equipes na atenção básica, o Ministério da Saúde aumentou de 26 milhões para mais de 43 milhões a parcela da população com acesso a tratamento odontológico na rede pública. O crescimento resultou, ainda, na geração de cerca de 9 mil empregos diretos para cirurgiões-dentistas, auxiliares de consultório dentário e técnicos em higiene dental.
sem dentista No Brasil, apenas dois em cada dez adultos têm gengivas sadias. No caso dos idosos, a situação é mais grave: mais de 90% precisam de tratamento de periodontia. Os dados são do SB Brasil, levantamento sobre saúde bucal concluído este ano.
Segundo o estudo, em 2002, foram registrados no Brasil cerca de 3,5 mil óbitos decorrentes do câncer de boca. No país, 30 milhões de pessoas nunca foram ao dentista. Para mudar essa realidade, o Ministério da Saúde está investindo, até 2006, R$ 1,3 bilhão na política de saúde bucal.