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Episódio III é o mais sombrio da saga

Arquivo Geral

19/05/2005 0h00

A eterna disputa entre as forças do bem e do mal na longínqua galáxia de George Lucas nunca houvera se mostrado tão sombria e dramática como no terceiro e último episódio da saga Star Wars, A Vingança dos Sith, que estréia amanhã em 20 salas de cinema da cidade. Episódio III fecha o ciclo aberto por Lucas em 1977 e, mais do que isso, esclarece todas as informações obtusas do original dos anos 70, Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança.

Por mais que o título sugira o inevitável fracasso dos cavaleiros jedi e aponte para a iminente transformação do então herói Anakin Skywalker (Hayden Christensen, que desde o anterior deixou a desejar) no temível Darth Vader, Lucas consegue passar ao espectador a angústia e tensão de um universo consumido, de uma vez, pelos sith. Sim, o mal impera sobre a galáxia nas guerras clônicas e o jovem Skywlaker faz direitinho o dever de casa a mando do agora imperador Palpatine (Sir Ian McDiarmid).

A trama política que envolve as discussões sobre o futuro da República Galáctica não é tão profunda assim como se esperava. Palpatine consegue convencer toda a horda de políticos de que a paz virá com a imposição de uma gestão suprema, imperial. De outro lado, o imperador traz Anakin para seu lado ao barganhar a vida da esposa do jedi, a senadora Padmé Amidala (Natalie Portman), que vem a dar à luz os heróis da trilogia original: Luke Skywalker e princesa Leia Organa.

O momento mais esperado pelos fãs da saga realmente se comprova como o clímax da megaprodução: o duelo de sabres-de-luz entre Anakin (já consagrado Lorde Vader, porém, sem a fantasia cibernética) e seu antigo mestre Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) dentro de um vulcão.

A Vingança dos Sith é de longe o melhor e mais bem trabalhado filme da nova trilogia, que carrega consigo o frustrante prólogo do Episódio I: Ameaça Fantasma e o intenso Episódio II: O Ataque dos Clones. Em relação à trilogia original, o novo se assemelha ao Episódio V: O Império Contra-ataca. Primeiramente, pela complexidade dos relacionamentos entre Vader e Luke, aqui vistos pelo prisma do embate entre Anakin e Obi-Wan. E, em segundo lugar, por não valorizar muito os coadjuvantes “engraçadinhos” Jar Jar Binks, C-3PO e R2-D2.

A Vingança dos Sith supera as expectativas dos fanáticos (devido às revelações surpreendentes) e do espectador que não espera muito mais do que grandes lutas e brilhantes efeitos especiais. A trama, em si, é bem desenvolvida e se enriquece ao concluir como uma tragédia – de pequenas proporções, já que tudo se resolve no conhecido episódio final de O Retorno de Jedi.

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    Episódio III é o mais sombrio da saga

    Arquivo Geral

    19/05/2005 0h00

    A eterna disputa entre as forças do bem e do mal na longínqua galáxia de George Lucas nunca houvera se mostrado tão sombria e dramática como no terceiro e último episódio da saga Star Wars, A Vingança dos Sith, que estréia amanhã em 20 salas de cinema da cidade. Episódio III fecha o ciclo aberto por Lucas em 1977 e, mais do que isso, esclarece todas as informações obtusas do original dos anos 70, Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança.

    Por mais que o título sugira o inevitável fracasso dos cavaleiros jedi e aponte para a iminente transformação do então herói Anakin Skywalker (Hayden Christensen, que desde o anterior deixou a desejar) no temível Darth Vader, Lucas consegue passar ao espectador a angústia e tensão de um universo consumido, de uma vez, pelos sith. Sim, o mal impera sobre a galáxia nas guerras clônicas e o jovem Skywlaker faz direitinho o dever de casa a mando do agora imperador Palpatine (Sir Ian McDiarmid).

    A trama política que envolve as discussões sobre o futuro da República Galáctica não é tão profunda assim como se esperava. Palpatine consegue convencer toda a horda de políticos de que a paz virá com a imposição de uma gestão suprema, imperial. De outro lado, o imperador traz Anakin para seu lado ao barganhar a vida da esposa do jedi, a senadora Padmé Amidala (Natalie Portman), que vem a dar à luz os heróis da trilogia original: Luke Skywalker e princesa Leia Organa.

    O momento mais esperado pelos fãs da saga realmente se comprova como o clímax da megaprodução: o duelo de sabres-de-luz entre Anakin (já consagrado Lorde Vader, porém, sem a fantasia cibernética) e seu antigo mestre Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) dentro de um vulcão.

    A Vingança dos Sith é de longe o melhor e mais bem trabalhado filme da nova trilogia, que carrega consigo o frustrante prólogo do Episódio I: Ameaça Fantasma e o intenso Episódio II: O Ataque dos Clones. Em relação à trilogia original, o novo se assemelha ao Episódio V: O Império Contra-ataca. Primeiramente, pela complexidade dos relacionamentos entre Vader e Luke, aqui vistos pelo prisma do embate entre Anakin e Obi-Wan. E, em segundo lugar, por não valorizar muito os coadjuvantes “engraçadinhos” Jar Jar Binks, C-3PO e R2-D2.

    A Vingança dos Sith supera as expectativas dos fanáticos (devido às revelações surpreendentes) e do espectador que não espera muito mais do que grandes lutas e brilhantes efeitos especiais. A trama, em si, é bem desenvolvida e se enriquece ao concluir como uma tragédia – de pequenas proporções, já que tudo se resolve no conhecido episódio final de O Retorno de Jedi.

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