Existe no Brasil uma entidade que informa, tira dúvidas e dá apoio para os portadores de Esclerose Múltipla, sem cobrar nada, a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – Abem.
A assistente social que trabalha há dois anos na Abem, Giselle Chiaboto, explica que “a Abem é uma Organização Não-Governamental (ONG), cujo objetivo não é diagnosticar, e sim dar tratamento gratuito para portadores da patologia. Não diagnostica porque não tem aparelho de ressonância magnética do crânio e da coluna, e líquo, que identifica o processo de desmielização.”
A assistente deixa bem claro, contudo, que a entidade não é beneficente: “Não damos remédios. Quem dá é o governo. Nosso atendimento é neurorrehabitacional, para reinserir o portador na comunidade. Para apoiar o portador temos psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapia ocupacional, psiquiatras e pediatras.”
voluntáriosSegundo ela, a Abem sobrevive graças a ajuda de doadores e o apoio de voluntários. O centro de convivência só tem voluntários para atividades lúdicas. “Os portadores descobrem o cunho artístico que às vezes nem sabiam que possuíam. E isto aumenta a socialização”, conta Giselle.
A associação possui cinco mil cadastrados. Os portadores do Distrito Federal podem se engajar e contar com a força da Abem. Para isso, precisam se cadastrar entrando no site www.abem.org.br da entidade, de preferência com o relatório médico para tratar a patologia. Contato: (11) 5587-6050 ou (11) 0800 61 03 00.
A Sociedade de Esclerose Múltipla de Brasília (Sembra) é outra que apóia os portadores. Dênia Cembra, portadora e associada da entidade se oferece para dar informações e apoio a quem tem a doença no Distrito Federal. Os interessados podem ligar para os números 340-9884 ou 354-1203 (Sembra).